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  • DESENCANTO, de Manuel Bandeira | Recitando Poesia

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    Hoje é dia de poesia, Brasil! ♥

    Desencanto, de Manuel Bandeira

    Eu faço versos como quem chora
    De desalento… de desencanto…
    Fecha o meu livro, se por agora
    Não tens motivo nenhum de pranto.

    Meu verso é sangue. Volúpia ardente…
    Tristeza esparsa… remorso vão…
    Dói-me nas veias. Amargo e quente,
    Cai, gota a gota, do coração.

    E nestes versos de angústia rouca,
    Assim dos lábios a vida corre,
    Deixando um acre sabor na boca.
    — Eu faço versos como quem morre.

    (Teresópolis, 1912)

    [A cinza das horas, 1917]

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