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  • 105º Aniversário da Região Demarcada dos Vinhos Verdes

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    COMEMORAÇÃO DOS 105 ANOS DA DEMARCAÇÃO DA REGIÃO DOS VINHOS VERDES
    Realmente não são 105 anos, é bastante mais. Por aqui, cultiva-se a vinha desde tempos imemoriais. Os Romanos documentaram a cultura da vinha neste nordeste da península e com eles trouxeram as suas técnicas e castas. Nos séculos XVI e XVII os vinhos do Vale do Minho e do Vale do Lima eram transportador para o Norte da Europa nos mesmos barcos que para sul traziam o bacalhau e produtos manufaturados. Para desenvolver este comércio, a primeira feitoria Inglesa foi fundada e Viana do Castelo no Século XVI.
    O que hoje comemoramos é porém um marco extremamente importante. Quando o Rei Dom Manuel " faz saber a todos os seus súbditos que as Cortes decretaram" a carta de lei de 18 de Setembro de 1908, passa a existir um novo patamar de qualidade. O Vinho Verde passa a ter uma área rigorosamente definida e muito em breve teria normas de produção específicas e uma entidade certificadora. A carta de lei marca pois a passagem de uma produção apenas informal para um modelo que tem por objectivo a criação de riqueza que valorize a região. É o primeiro sinal de uma política pública muito clara nesse sentido.
    O tempo correu entretanto e a região que hoje temos é muito diferente daquela que se apresentava há um século.
    Não celebramos por isso apenas o evento histórico mas sobretudo todo o processo que daí decorreu e celebramos portanto em primeiro lugar a região que hoje conseguimos ser.
    Nesta mesma semana toda a região inicia as vindimas para as quais esperamos boa qualidade e uma produção próxima dos 75 milhões de litros, um pouco mais do que no ano passado. E bem precisamos deste vinho: a região não tem stocks. Tudo indica que 2013 se afirmará como o ano recorde nas exportações de Vinho Verde.
    Os último anos têm sido de um grande esforço investidor da região em três linhas. Na viticultura, renovando as vinhas. Somos a região líder nacional em renovação de vinhas nos últimos anos com uma média superior a 700 hectares de novas vinhas a cada ano. Apostamos nas castas tradicionais, o Alvarinho, o Loureiro, o Vinhão e o Espadeiro que nos permitem esse equilíbrio entre responder ao que o cliente procura mas manter as características únicas do Vinho verde.
    Na enologia temos vindo a oferecer excelentes vinhos brancos e estamos a avançar nos varietais, sendo que o Loureiro e o Alvarinho são os mais populares mas não subestimar o aparecimento dos Avesso e dos Arinto. Estamos a abrir novas portas nos rosados. O Vinho Verde é hoje o líder nacional nos DOC Rosé e claramente é uma área onde ainda temos muito potencial a explorar.
    No mercado, a última década tem sido para a região um período de abertura ao mundo. Desde 2000 que as exportações de Vinho Verde crescem consistentemente, um dado que raríssimos sectores da nossa economia podem ostentar. Esta evolução parte naturalmente dos vinhos que oferecemos mas também dos próprios produtores que correm o mundo só por si ou integrados em ações da CVRVV ou da Viniportugal para a promoção dos nossos vinhos.
    A Região dos Vinhos Verdes que conhecemos neste 105º aniversário é pois uma realidade produtiva mas também económica e social, congregando 22.000 produtores. Contribui solidamente para o desenvolvimento do Minho e do país.
    Mas nada disto valeria a pena se não pudéssemos degustar os Vinhos Verdes no melhor contexto possível: a gastronomia do nosso país. Show less
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