Duração -- 9'25''
Ano -- 2006
Formato -- Mini DV, DVD; Colorido
Gênero -- videoarte
Sinopse : Em uma penitenciaria baiana um interno subjuga as grades e os muros que o isolam. Através da tecnologia (celular clandestino) sua voz ganha liberdade nas freqüências invisíveis da metrópole.
Ficha técnica:
Direção -- Daniel Lisboa e Diego Lisboa
Roteiro -- Daniel Lisboa
Fotografia -- Daniel Lisboa e Diego Lisboa
Edição -- Daniel Lisboa
Produção -- Mauricio Fontoura
Seleções:
· 13º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá
· Arraial Cinefest
· II Mostra de Cinema de Vitória da Conquista
· XI Festival Universitário de Cinema Brasileiro
· 8º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte
Prêmios:
· Premio do Júri no 13º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá
· Melhor Vídeo Experimental no I Arraial Cinefest
Comentário
No inquietante Freqüência Hanói, co-dirigido com Diego Lisboa, a beleza das imagens do céu intensamente azul cortado por fios elétricos, antenas e outras "gambiarras urbanas" serve para revelar um discurso franco de um presidiário que narra sua história, suas indignações e sonhos. Durante todo o vídeo, a voz do presidiário é interrompida pelos ruídos de sintonia, como se fosse um rádio. O interessante é que a interferência também alcança a imagem que, nestes momentos, torna-se uma tela preta e algumas vezes revela pequenos fragmentos de imagens. Como lampejos, muito rápidos, vemos imagens de uma delegacia e de pichações. Sintonias que se encontram no discurso político indignado do presidiário e nestas imagens que recortam o azul do céu. Neste jogo entre perder e encontrar a sintonia, Lisboa dá voz aos que normalmente não conseguem alcançar os meios.
O resultado é pura potência, revelação do estado das coisas, principalmente na política, na Bahia e no Brasil. As imagens não mostram o presidiário e, com isso, não se estruturam em torno de uma representação do real, fazendo com que as possibilidades de sintonias desta "imagem-rádio-voz" nos revelem, em profundidade, uma voz que não estamos acostumados a ouvir com freqüência. Voz que normalmente se perde nos grandes meios de comunicação.
The disquieting Freqüência Hanói, codirected by Diego Lisboa, beautiful images of an intensely blue sky crisscrossed by electric wires, antennas, and other "urban gadgets" serve as counterpart for the candid discourse of an inmate (or is he?) as he tells his story, expresses his indignation and his dreams. Throughout the entire video, the inmate's voice is interrupted by static, radio-like sounds. The interesting thing is that the static also interferes with the image, which blacks out at times, revealing small fragments of images. We also see very quick flashes of a police district, and of graffiti. Tunings that meet each other in the angry political discourse of the inmate and in these images that cut through the blue sky. In this game between losing and finding the right tuning, Lisboa gives voice to those who usually can't reach the media.
The result is sheer potency, a revelation of the state of affairs, particularly regarding politics in Bahia and in Brazil. The images do not show the inmate, therefore they are not structured around a representation of reality, thus enabling the tuning possibilities of this "image-radio-voice" to reveal to us, in depth, a voice we are not so used to hearing. A voice that usually gets lost in the mainstream media.
Eduardo de Jesus - Professor da Faculdade de Comunicação e Artes da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG),
(less info)
abração do vinícius aqui de bh.
Don
mantenham o bom serviço, caras!!
O trabalho de vcs é foda! E eu estou com saudades cortantes dos senhoritos! Mandem e-mail, liguem, apareçam!
Sucesso sempre. Um beijo Imenso. Isabel (de montes claros)
:)
Seu video FHC foi um grande estímulo para a luta do povo baiano se ver livre dos facínoras que comandavam a cultura .
Precisamos nos unir para transformar a DIMAS num polo aglutinador da velha e da jovem guarda de cineastas e videomakers baianos.Fortalecer a produção local ,a ABCV,os artistas excluidos pelas hostes carlistas....
È preciso produzir e para isso é importante uma DIMAS equipada ,transparente,comandada por pessoa que seja da área ,que acredite que a Bahia possa se transformar num pólo criador e exportador de cinema e vídeo. Quem sabe até um polo de cinema como quer o JM e muitos outros.Que a coragem do jovem Daniel Lisboa sirva de exemplo para os lambe botas de plantão. Não é mesmo Miolo Mole?
O Brasil precisa de coragem
Caminhando e cantando eseguindo a canção...
São Paulo te aguarda
Usted es lo mejor
Adelante muchacho
PARA ISSO EXISTE O MINISTERIO PUBLICO E ALGO CHAMADO IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.MAS PARA QUE?
O MEU PIRÃO PRIMEIRO.CUSPE.
Amei ,hermano.