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Os enormes desafios para construir Belo Monte no rio Xingu, 3ª maior usina hidrelétrica do mundo

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Uploaded on Aug 26, 2011

A hidrelétrica ocupará parte da área de cinco municípios: Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu. Altamira é a mais desenvolvida dessas cidades e tem a maior população, quase 100 mil habitantes, segundo o IBGE. Os demais municípios têm entre 10 mil e 20 mil habitantes.

A maior obra em andamento no Brasil atrai trabalhadores de várias regiões. São os barrageiros, como o Seu Francisco, que veio de Minas com a família. Um dos filhos trabalha sob o comando dele.

A empresa Norte Energia, que constrói Belo Monte, quer dar prioridade à mão de obra da região e, assim, evitar uma migração em massa. "Estamos qualificando carpinteiros, pedreiros, armadores, operadores de máquinas", explica o diretor de construção Marco Túlio Pinto.

José aprende a operar uma escavadeira usando um simulador. Aos 42 anos, vai ter a carteira assinada pela primeira vez.

A hidrelétrica está sendo construída entre os municípios de Altamira e Vitória do Xingu. Só deve operar a plena carga em 2019. Até lá: "É uma operação de guerra", define um dos trabalhadores.

Os desafios são enormes. Antes da usina, é preciso construir três alojamentos, onde, nos próximos anos, vão morar 20 mil trabalhadores, e conseguir transportar equipamentos e máquinas pesadas pela Transamazônica. O principal acesso à região mais parece uma pista de rali.

"Boa parte da Transamazônica não tem asfalto e, no verão, as nuvens de poeira se formam a todo momento. É tanta poeira que mal se consegue ver um palmo adiante.

"Se você não tiver essa estrada pronta no período da seca, você não consegue trafegar nela na chuva. Você, então, não tendo acesso ao sítio, tem problema de abastecimento de combustível, comida, máquina chegando lá", alerta o diretor da Norte Energia Luís Fernando Rufato.

Com o asfalto chegando, a obra ganha ritmo. São várias frentes de trabalho. E assim nasce uma estrada no meio da floresta. A primeira parte do trabalho é desmatar com foices e facões para, depois, entrarem as máquinas. Uma das estradas que estão sendo abertas vai permitir a passagem de caminhões e equipamentos para os canteiros da obra. Ao todo, para erguer Belo Monte, serão construídos 260 quilômetros de estradas.


Biólogos acompanham tudo. Os bichos que vivem na região têm que ser preservados. É uma das exigências do Ibama para reduzir os danos ao meio ambiente.

"O bicho tem o instinto de sobrevivência. Com o menor barulho, ele já está procurando fugir", explica o biólogo Flávio Poli.

Os que não conseguem fugir são resgatados e soltos em lugar seguro. Em dois meses e meio já foram salvos 1,2 mil animais.

Na hora de desmatar, de olho no futuro, é preciso lembrar que a Amazônia tem um passado. Arqueólogos procuram vestígios das populações indígenas que viveram há mais de mil anos na região. De caco em caco, vão montando o quebra-cabeça e descobrindo quem eram esses índios, como vivam. Mais uma exigência para a construção da usina, desta vez do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

"Sempre viveu muita gente aqui na Amazônia e de maneira, inclusive, sustentável. Alguma lição ela deve ter para nos ensinar", destaca um arqueólogo.

EDIÇÃO E MONTAGEM:
CRSS3 -- Aracatiara / Amontada / Itapipoca / Itarema

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