Loading...

euronews right on S1 • E34

euronews right on - O perigo escondido na inocência dos brinquedos

1,768 views

Loading...

Loading...

Loading...

Rating is available when the video has been rented.
This feature is not available right now. Please try again later.
Published on Dec 21, 2012

http://pt.euronews.com/ Mais de três mil milhões de brinquedos são produzidos e vendidos todos anos. Uma boneca, porém, que nos mostraram e que se destinava ao mercado finlandês, nunca chegará às lojas. Ela foi confiscada porque na sua produção foram utilizados 19 por cento de químicos nocivos - valor muito acima do limite europeu permitido de 0,1 por cento.

Como é que são efetuadas as inspeções de segurança aos produtos, especialmente com brinquedos? Quais são os direitos dos consumidores? Fomos até à Finlândia para encontrar respostas.

Paola Radyman tem uma loja neste pais nórdico e ela explica-nos que, regra geral, os lojistas confiam nas fábricantes de brinquedos. "No meu caso, não peço os certificados de cada um dos produtos que adquiro. Mas, regra geral , se descubro um com problemas, faço logo uma reclamação", garantiu-nos.

A Finlândia, por conseguinte, está entre os países da União Europeia (UE) que mais notificações emitem devido a brinquedos perigosos. A lista de produtos retirados do mercado na Europa, sejam brinquedos ou de outro tipo, é atualizada a cada semana no Sistema de Alerta Rápida da UE: o RAPEX.

60 por cento dos brinquedos produzidos no Mundo são comercializados no Natal. Só este ano, por exemplo, a Finlândia bloqueou 5 produtos antes da corrida às lojas. "Um deles foi um porquinho com uns olhos que se soltam facilmente e que, para além disso, contém ftalatos. Aliás, demasiados ftalatos: 40 por cento. Os olhos amovíveis do porquinho podem provocar asfixia e os ftalatos são químicos nocivos para o sistema reprodutor", explica-nos Anna Pukander, chefe da Segurança para os Consumidores, da autoridade finlandesa de fiscalização dos mercados, a Agência para a Segurança e Químicos, conhecida como Tukes.

Os citados ftalatos são um componente químico usado para tornar o plástico mais maleável. Mas foram também encontrados em doses excessivas nas roupas de ursinhos de brincar.

Um carro de madeira com pequenas peças amovíveis e um arco e flecha com mira laser estão entre os outros brinquedos retirados do mercado pelos finlandeses. "Temos uma boa ajuda do Laboratório Aduaneiro e da alfândega. É dessa entreajuda que resulta o sistema que nos permite encontrar no mercado os brinquedos perigosos", revela Anna Pukander.

Enquanto a agência Tukes pode retirar produtos do mercado, o Laboratório Aduaneiro consegue parar outros antes mesmo de chegarem às prateleiras. A cada ano, entre 600 e 800 tipos de brinquedos são testados e quando é identificado um produto que não respeita as normas, das duas, uma: ou é devolvido ao país que o produziu ou é destruído.

"Não podemos testar todas as importações, por isso recebemos apenas uma percentagem", confessa-nos Janne Nieminen, diretor do Laboratório Aduaneiro finlandês, reconhecendo os riscos que incorrem por se debruçarem apenas por uma pequena parte das importações de brinquedos do país: "Este ano testámos cerca de 700 amostras e chumbámos à volta de 10 por cento. Os principais problemas registados foram os químicos usados e os sistemas mecânicos que não cumpriam as normas legais."

Os problemas encontrados não dependem, porém, apenas dos químicos usados e das pequenas peças que se soltam. As etiquetas são a terceira maior razão que levam as autoridades a impedir um brinquedo de chegar às lojas. Os consumidores têm direito a ser informados de forma correta sobre o que compram e a primeira referência que devem procurar é a marca CE, que certifica o produto dentro das normas da UE para segurança, saúde e impacto ambiental.

"Existe sempre o risco de haver produtos contrafeitos ou um uso errado da marca CE. É claro que isto é da responsabilidade das autoridades de fiscalização, mas também das lojas que vendem os brinquedos e dos próprios fabricantes", defende Fabien Fédy, advogado finlandês do Centro Europeu para o Consumidor (CEC), que admite haver "exceções": "Mas encontrar a marca CE é um bom indicador de que o produto é seguro no que toca às normas europeias."


Sigam-nos:
No YouTube: http://bit.ly/zYBTAR
No Facebook: http://www.facebook.com/euronews.fans
No Twitter: http://twitter.com/euronewspt

Loading...

Advertisement
When autoplay is enabled, a suggested video will automatically play next.

Up next


to add this to Watch Later

Add to

Loading playlists...