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Capítulo 1.1 - Ensinar Exige Rigorosidade Metódica - Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire

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Published on Jun 14, 2015

Para Paulo Freire, um professor verdadeiramente democrático é aquele que não apenas tolera, mas encoraja o questionamento, o debate e a crítica dos alunos ao conteúdo da matéria. Inscreva-se http://goo.gl/c8umi9

Próximo vídeo https://goo.gl/1GNjJo
Vídeo anterior https://goo.gl/pdO39t
Confira a série completa https://goo.gl/W5unlg
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Roteiro, direção e apresentação
André Azevedo da Fonseca

Realizadores
Edudream http://www.edudream.co
Costureiras de Histórias
Adriano Espíndola Cavalheiro
Cristina Amorim
Jose Cezar Pimentel da Silva

Produtores executivos:
Abigail Silva , Ana Paula Pajaro, Ananda Gabriel Matos, Andrea C. Centeno R. da Cunha, Antonio Serra, Aparecido Passarelli, Bruno Mazzo, Carlos von Sohsten, Gustavo Lopes Perosini, Héctor Pittman Villarreal, Indiara Ferreira, Júlio Prado, Kennedy Piau Ferreira, Luís Fernando Oliveira, Luiz Carlos Jeolas, Marcelo Silva, Márcia de Fátima Martinez, Marta Rosenaide Lucena, Michelle Reis, Natalia Aparecida Morato Fernandes, Paulo Machado, Ricardo Moraes Cardoso Pereira Filho, Rogério Francisco Borges Pereira Faria, Vinícius Silva Flausino, Zilda Andrade

Incentivadores
Ana Elisa Santana, Antonio Luiz Gonçalves Albernaz, Camila Barbosa Martins Nogueira, Carla de Oliveira Tôzo, Clarissa Paulo Barreira, Cleusa Rocha Asanome, Daniel Burle Orlandine, Daniel Fernando Francener, Fabiola Gomes, Gabriel Gauss de Moraes Morais, Glaucio Henrique Chaves, Ilce Mara de Syllos Cólus, Lucas Maier, Pris Normando, Priscila Drumond Pinheiro, Ralfer Zaidan, Tais Oliveira Peyneau, Vanessa Ferreira Pinheiro. William Grasel

Apoiadores
Alexandra Bujokas de Siqueira, Alina de Almeida Linch Silva, Augusto Cesar de Castro, Danielle Sales, Elisa Maria Furtado de Mendonça, Fabrício Alves, Felipe Caruso, Felipe Mateos, Iara Fernandes, Juliana Reis, Livia Maria Macedo, Mabel Nyland, Paulo Roberto de Oliveira, Quilédia Cristina Scaranello, Rafael Fernando da Fonseca, Renato Garcia, Ricardo Costa, Talitha Brinati Dornelas, Tânia Mara Garcia, Thais Helena de Syllos Cólus, Thiago Henrique Ramari, Thiago Riccioppo.

E mais dezenas de apoiadores listados no primeiro vídeo de introdução da série -- https://youtu.be/Bc-ioue8bPM

Trilha sonora: Hermeto Pascoal - Viva Jackson do Pandeiro

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Essa rigorosidade metódica não tem nada a ver com o discurso de transferir conhecimento. O ato de ensinar não se esgota no oferecimento superficial do conteúdo, mas ele só se realiza quando cria as condições para a aprendizagem crítica.

E essas condições exigem a presença de professores e alunos curiosos, inquietos, instigadores, criadores, humildes e persistentes.
Uma das condições para o aprendizado crítico é a consciência por parte dos alunos que a experiência do raciocínio do professor não pode ser simplesmente transferida a eles.

Porque os próprios alunos também devem vivenciar por essa experiência de construir e reconstruir o saber ao lado do professor e não submisso a ele.

E aí a gente percebe a importância do educador, que tem como tarefa não apenas ensinar os conteúdos, mas também ensinar a pensar. E nas palavras de Paulo Freire, a pensar certo.

É impossível se tornar um professor crítico utilizando um método mecânico, meramente memorizador, que se restringe a repetir frases em vez de desafiar os alunos a duvidar e a relacionar informações para, enfim, raciocinar em busca de conclusões.
Ou para ter consciência de que há interpretações antagônicas para o mesmo fato, até porque, o conhecimento ainda é um processo em transformação.

Paulo Freire critica aquele tipo de intelectual memorizador, que lê horas a fio, mas que se mantém domesticado a ponto de perder a coragem de arriscar.

Aquele que consegue repetir o que leu com precisão, mas que raramente formula uma interpretação pessoal.

Aquele que não estabelece nenhuma relação entre o que leu e o que vem ocorrendo no seu país, na sua cidade e no seu bairro.
Aquele que fala bonito de dialética, mas pensa de forma mecânica, unilateral e maniqueísta.

Para Paulo Freire, esse tipo de intelectual simplesmente pensa errado.

É como se os livros que ele leu não tivessem nada a ver com a realidade.

A realidade desse intelectual memorizador é a mesma realidade distorcida daquele modelo escolar que dá as costas ao mundo e acaba idealizando o que não vê. Para o bem ou para o mal.

A leitura crítica não é a mesma coisa que comprar mercadoria por atacado. Ler vinte, trinta livros.

Para Paulo Freire, a leitura verdadeira é aquela que compromete a inteligência e a sensibilidade ao ponto de o leitor interferir no texto, pensar junto com o autor, duvidar, reler, lutar com o texto e vencer junto com ele.

Eu sou o sujeito da compreensão do livro que leio.

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