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Após prisão, Dilma Rousseff recomeça vida em Porto Alegre

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Published on Nov 1, 2010

Porto Alegre foi o porto seguro para o recomeço. No Sul, Dilma Rousseff viveu uma das fases mais tranquilas da vida dela. Num bairro pacato da zona sul da cidade, Dilma deu uma trégua na luta contra o regime militar.

Ela passou a morar numa casa, com o sogro e a sogra, enquanto o marido continuava na cadeia. Um ano depois o casal de íntimos desconhecidos voltou a se encontrar e só então começaram a se chamar pelos verdadeiros nomes.

"O mais marcante foi Wanda e em mim o que mais colou foi Max", diz Carlos Araújo, ex-marido de Dilma.

Max e Wanda, ou Cláudio e Dilma, tentaram levar uma vida comum. Dilma teve Paula, a única filha do casal, voltou a estudar economia, e conseguiu o primeiro estágio.

Mas aí, o ministro do Exército, o general linha dura Sylvio Frota, decidiu afastar os funcionários públicos subversivos. Dilma Roussef entrou para a "lista do Frota" e acabou na rua.

"Foi colocado que os terroristas estavam no aparelho do estado, a perseguição ali...", diz Lícia Peres, amiga da Dilma.

No começo da década de 80, um novo engajamento. Dilma ajudou o marido a fundar o PDT gaúcho e foi voz ativa no partido.

"Ela trabalhava na coordenadoria do PDT e era dirigente da ação da mulher trabalhista. Se lutava muito por aspectos de direitos das mulheres também de participação e inserção na sociedade", conta Maria Luiza Bittencourt, amiga da Dilma.

Brizola era o nome da moda entre a esquerda no começo da década de oitenta. Foi eleito governador do Rio de Janeiro em 83 e três anos depois, seu afilhado político, Alceu Collares, conquistou a prefeitura de Porto Alegre.

Na montagem do governo, Collares lembrou de uma economista que estava no comendo da Fundação de Economia e Estatísticas do Rio Grande do Sul, era Dilma Rousseff.

Quando ele foi eleito governador e se mudou aqui para o Palácio Piratini levou Dilma junto, mas dessa vez, a economista teve uma nova função: secretária de Minas e Energia. "Ela sempre teve uma presença muito forte e daí confundem que ela é agressiva. Ela não é agressiva, ela é uma mulher de convicções", declara Alceu Colares, ex-prefeito e ex-governador.

Com o fim do governo Collares, Dilma se viu sem cargo público e num país completamente diferente. Era 1995, os brasileiros descobriam o Plano Real, o fim da inflação e o dólar baixo. A ex-secretária fez o que muitos fizeram: abriu um negócio, uma loja de R$ 1, 99, mas não prosperou e a "pão e circo" fechou as portas um ano e meio depois.

Dilma só voltaria ao poder em 99, já no governo Olívio, do PT, seu futuro partido, também como secretaria de minas e energia. "Ela foi sempre grandeando respeito nosso pela sua disposição de ouvir os outros, mas também contribuir com argumentos, com idéias, com dados, pra que a ação do conjunto do governo fosse a melhor possível", declara Olívio Dutra, ex-governador.

Mal sabia Olívio, mas a ascensão e queda do PT no governo gaúcho, ajudariam a selar o destino da primeira presidente do Brasil.

Fonte: Jornal da Globo - Rede Globo - 01 de novembro 2010

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