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Jornal Nacional - Brasil e Paraguai se confundem no mapa e nas ruas de Ponta Porã, MS.mp4

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Published on Sep 18, 2011

O projeto JN no Ar chegou a Ponta Porã, uma cidade da fronteira com o Paraguai, que foi sorteada na última quinta-feira, no Jornal Nacional. Antes da reportagem sobre a cidade, veja alguns dados importantes do estado de Mato Grosso do Sul.

Mato Grosso do Sul: quase 2,5 milhões de habitantes vivem no estado criado em 1977, com o desmembramento de Mato Grosso. É a menor economia da Região Centro-Oeste, apoiada na agricultura e na pecuária, e investe no ecoturismo.

"Muitos lugares bonitos para a gente ir, pescar, passear, se divertir", conta um homem.

"Tudo é maravilhoso. Nosso Pantanal, nossas águas, nossos pássaros", diz uma mulher.

A renda média mensal de R$ 1.045 está acima da média nacional de R$ 1.025. Cerca de 80% dos moradores não têm acesso a rede de esgoto. A taxa de analfabetismo é de 8%, abaixo da média nacional, que é de 9,8%. São mais de 1,7 milhão eleitores no estado.

O repórter Ernesto Paglia falou, ao vivo, do Aeroporto Internacional de Ponta Porã. A 800 metros da pista do aeroporto fica o Paraguai: Pedro Juan Caballero é a cidade paraguaia mais próxima, e fica, literalmente, do outro lado de uma avenida. Enquanto isso, o aeroporto fica a 300 quilômetros, por estrada, de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Não dá para negar: a vizinhança tem uma influência fortíssima, e a vida da cidade é marcada pela fronteira, a tal ponto que às vezes não se sabe se está lá, se está aqui, se está conversando com um brasileiro, com um paraguaio ou com um brasiguaio.

É difícil enxergar onde termina Ponta Porã e onde começa Pedro Juan Caballero. Brasil e Paraguai se confundem no mapa e nas ruas da cidade de fronteira. É claro que gente mal-intencionada tira proveito disso.

O tráfico de drogas, armas, o contrabando, os falsificados. A dificuldade para se controlar, fiscalizar, filtrar, limitar o comércio entre os dois países, a circulação de mercadorias, de gente, de carro, é muito bem exemplificada por uma rua, que, na verdade, fica no meio do calçadão do centro de comércio popular de Ponta Porã. Para chegar do Brasil ao Paraguai, basta atravessar esta rua.

O lado brasileiro paga mais imposto, então o comércio acaba levando uma concorrência meio desleal. "Dá para ser mais barato um pouco. Esse milagre vem da China", brinca um comerciante.

A competição nem sempre é tão pacífica. Nos postos paraguaios, a gasolina é 30% mais barata. Para dificultar a fuga da clientela, empresários brasileiros aumentaram a guia que impede o retorno para o posto que fica do outro lado de uma avenida no Paraguai. Os paraguaios reclamaram e apelidaram a sarjeta turbinada de 'muro da vergonha'.

A gente comum passa ao largo dessas diferenças. Uma família tem pai paraguaio, mãe e filha brasileiras. Os Villanueva moram em Ponta Porã, cercado de parentes e comidas binacionais.

Uma escola municipal de Ponta Porã tem mais de 85% alunos residentes no Paraguai. Os pequeninos, às vezes, só falam guarani, língua oficial paraguaia, tanto quanto o espanhol, um problema para a professora:

"Aí eu pedia para as outras crianças que falam guarani para traduzir para mim. Elas diziam: 'Não sei'. Aí eu dizia: 'Como você não sabe se você fala guarani?'.
A aluninha continuava chorando e falando 'naquaai, naquaai'. Até que eu chamei a diretora e ela falou: 'Sueli, ela está falando não sei'", lembrou a professora Sueli de Oliveira.

Depois que crescem, as crianças ficam perfeitamente trilíngues. Mas, para que elas não percam as raízes, a escola brasileira adapta as aulas de cultura e dança conforme a música, música paraguaia.

http://g1.globo.com/jornal-nacional/....

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