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É Deus quem chama e chama desde a eternidade

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Published on Nov 24, 2010

A VOCAÇÃO EXPLICADA PELO PAPA
É Deus quem chama e chama desde a eternidade
Todos fomos chamados — cada um de um modo concreto
— para ir e dar fruto.
Os discípulos foram escolhidos pelo Mestre,
não se apresentaram voluntariamente, pelo menos de início,
porque a amizade que Jesus oferece é completamente gratuita.
E aquele que se sabe amado por Jesus
sente-se por sua vez obrigado a ser um discípulo fiel e activo.
E isto é dar fruto.
Na raiz de toda a vocação não está uma iniciativa humana ou pessoal,
com as suas inevitáveis limitações,
mas uma misteriosa iniciativa de Deus.
Desde a eternidade, desde que começámos a existir
nos desígnios do Criador e Ele nos quis criaturas,
também nos quis chamados,
preparando-nos com dons e condições para a resposta pessoal,
consciente e oportuna ao chamamento de Cristo e da Igreja.
O Deus que nos ama e que é Amor, é também «Quem chama».
A vocação é um mistério que o homem acolhe
e vive no mais íntimo do seu ser.
Depende da sua liberdade soberana e escapa à nossa compreensão.
Não temos porquê exigir-lhe explicações,
dizer-lhe «por que me fazes isto?»,
visto que Quem chama é o Dador de todos os bens.
Por isso, em face da sua chamada, adoramos o mistério,
respondemos com amor à sua iniciativa amorosa e dizemos sim à vocação.
Experimentar a vocação é um acontecimento ímpar, indizível,
que só se percebe como um suave sopro
através do toque esclarecedor da graça;
um sopro do Espírito Santo que, ao mesmo tempo
que configura de verdade a nossa frágil realidade humana,
acende nos nossos corações uma luz nova.
Infunde uma força extraordinária,
que integra a nossa existência na vontade divina.
Uma vocação na Igreja, vista humanamente, começa com uma descoberta:
encontrar a pérola de grande valor.
Vós descobristes Jesus: a Sua pessoa, a Sua mensagem, o Seu chamamento.
Depois da descoberta inicial, surge um diálogo na oração,
entre Jesus e o que foi chamado,
um diálogo que vai além das palavras e se exprime no amor.
Certas experiências de grande fervor religioso
que o Senhor às vezes concede,
são unicamente graças iniciais e passageiras,
que tem por objectivo mover para uma decidida vontade de conversão,
caminhando com generosidade em fé, esperança e amor.
A chamada do homem está primeiro em Deus:
na sua mente e na escolha que Deus realiza
e que o homem tem de ler no seu coração.
Ao «ver» claramente a vocação que vem de Deus,
o homem experimenta a sensação da sua insuficiência.
Procura, inclusivamente, defender-se em face da responsabilidade da chamada.
E assim, como que sem querer,
o chamamento converte-se no fruto de um diálogo interior com Deus
e até chega a ser mesmo, por vezes,
o resultado de uma verdadeira batalha contra Ele.
Perante as reservas e dificuldades que o homem opõem,
com a razão, Deus comunica o poder da sua graça;
e com o poder desta graça o homem consegue a realização do seu chamamento.

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