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Terrorista Arrependido - Massafumi Yoshinaga - 02jul70

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Published on Jul 16, 2013

O terrorista Massafumi Yoshinaga entrega-se à justiça e faz declarações sobre crimes que cometeu junto com o grupo terrorista de Lamarca, a Vanguarda Popular Revolucionária. Fala sobre o movimento terrorista em 68 e as "lideranças" que envolvem os jovens e depois os abandonam à própria sorte. Vídeo INÉDITO!!!!

Depois de tornar-se militante da Vanguarda Popular Revolucionária, Massafumi passou alguns meses na primeira área de treinamentos que a VPR selecionou no Vale do Ribeira, juntamente com os revolucionários Celso Lungaretti, Carlos Lamarca, Lavecchia e Yoshitane Fujimori. Em 1970, Massafumi e Lungaretti foram removidos daquela área. Lungaretti foi preso em abril daquele ano, pouco antes de os órgãos de segurança descobrirem a presença de Lamarca naquela região. Depois de alguns meses mas ainda em 1970, Massafumi se apresentou voluntariamente aos órgãos de segurança depois de passar alguns meses sem contato com a VPR, enfrentando dificuldades de sobrevivência e sendo avidamente procurado pelo regime militar, pois era confundido com Fujimori, que foi acusado este de participação em inúmeras ações armadas, enquanto que Massafumi tinha, na VPR, militância de base. Os dois eram nisseis.

Em 2 de julho de 1970, concedeu entrevista à TV Tupi quando renegou suas convicções políticas anteriores e se manifestou contra organizações clandestinas. Massafumi foi posto em liberdade dias depois. Vale ressaltar que os protagonistas de boa parte dos “arrependimentos”, inclusive os de maior repercussão, foram secundaristas que, em circunstâncias normais, teriam demorado muitos anos para atingirem tal grau de militância.


Entretanto, a esquerda armada estava perdendo muitos quadros e precisava repô-los rapidamente, então diminuiu a rigidez nos critérios de admissão e mesmo de treinamento.

Massafumi era um jovem nissei simpático e extrovertido, que se sentiu como peixe fora d’água na luta armada, convivendo com pessoas que só falavam de assuntos militares, sem calor humano. Lungaretti relata que esteive com ele, o Lamarca e o Yoshitane Fujimori numa área de treinamento guerrilheiro em Registro (SP) e que Massafumi se queixava muito de que virara um “bandido”, vivendo clandestino, sem poder confraternizar com “as massas”. Finalmente, quando aquela área foi desativada, ele não quis ir para a seguinte. Aproveitou a chance para desligar-se da VPR.

Entregou-se posteriormente à polícia porque ficou sem meios de subsistência. Trabalhou na lavoura, depois andou perambulando na Capital como vagabundo, chegou a dormir em barracas de feirantes no Mercado Municipal. Para piorar, a imprensa o apontava erroneamente como o famoso “japonês da metralha” dos assaltos a banco da VPR, então o Massa era procuradíssimo.

Finalmente, em desespero de causa, mandou recado ao Marcos Vinícius, seu velho guru, perguntando o que deveria fazer. O Marcos, de dentro da prisão, aconselhou-o a entregar-se à repressão, com a garantia de que não seria torturado nem teria de delatar ninguém. O Massafumi aceitou o conselho, o trato foi cumprido de parte a parte, mas ele não agüentou a rejeição da comunidade

Depois de ser posto em liberdade, Massafumi tentou trabalhar como vendedor de coleções de livros, pesquisador de mercado, corretor de imóveis, mas não se fixou em nenhum trabalho. Consta que após submeter-se a retratação pública, Massafumi passou a sofrer distúrbios psicológicos que terminaram se revelando permanentes.
Submeteu-se a diversos tratamentos psiquiátricos. Em 1973, seu estado de saúde mental piorou por causa da morte de sua mãe. De outubro de 1975 a abril de 1976, esteve internado no Hospital das Clínicas de São Paulo, em tratamento psiquiátrico.

Massafumi cometeu suicídio em 7 de julho de 1976, na cidade de São Paulo, em sua casa na Vila Odete, seis anos depois de gravar seu depoimento. Ele já havia tentado se matar antes outras duas vezes, na primeira se jogou embaixo de um ônibus e na segunda tentou se jogar pela janela. Na terceira e última, Massafumi se enforcou com a mangueira de plástico do chuveiro do apartamento que dividia com seu pai e dois de seus cinco irmãos.

Fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Massafu... e http://www.geracaobooks.com.br/releas...

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