A instalação performática holofractal "Umidade", criada por Eufrasio Prates para o II Digiarte (Anápolis/GO, Mar/2011), se baseia no mito das Danaides, Esse mito conta a história das 50 filhas do Rei Dânaos que foram forçadas a se casar com seus primos, filhos do Rei Egipto, por interesse político. Orientadas pelo pai a matar seus noivos na noite de núpcias, uma delas deixou de cumprir a ordem, condenando a si e às 49 irmãs a passarem a eternidade enchendo caldeirões furados com as águas do Hades.
Na instalação, atuam 3 performers, Ludmila Machado, Samir Andreoli e Stephane Paula, banhando-se cercados pelo sistema Holofractal de Transdução de Música & Imagem, desenvolvido na plataforma Max/MSP/Jitter por Eufrasio Prates, que utiliza imagens capturadas por 4 webcams para projeções e conversão em sons fractais. Tanto os movimentos dos performers, quanto os do público, que entra na sala em grupos de 4 ou 5 pessoas por vez, são os geradores das sonoridades emitidas pelo sistema.
Como paisagem sonora dessa instalação foram usados trechos de música composta por André Luiz Gonçalves de Oliveira para a performance Synolo Iketes (O jogo das Suplicantes, 2010) e de sons gravados na cachoeira de Itiquira, editados e transformados por Eufrasio Prates.
Agradecimentos especiais a Augusto Almeida, Edson Nuno e a equipe organizadora do festival, da Secretaria de Cultura de Anápolis (GO).