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Mapas: o colorido, no Mar Negro

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Published on Jul 11, 2012

http://pt.euronews.com/ O que é que umas moléculas microscópicas e um computador gigante têm em comum?

A resposta é simples: constroem bases de dados científicas dos ecossistemas em todo o mundo.Mas o processo é complicado.

Esta é a história de investigadores que, no Mar Negro, estão a lutar, para obter uma grande foto ... de pequenos detalhes.

Nas margens do Rio Danúbio, trabalha uma equipa improvável.

Cientistas romenos e ucranianos estão a embarcar, para uma viagem de pesquisa comum.

Pretendem avaliar a saúde hidrológica e biológica do Delta do Danúbio, uma enorme reserva de biosfera, partilhada pelos dois países.E as notícias são boas.

Geraldo Hanganu, ecologista:

"A floração das algas está a diminuir. Ultimamente, temos visto o desenvolvimento de algumas espécies aquáticas que são indicadores biológicos de uma melhor qualidade da água, por aqui".


Menos descargas industriais e estações de tratamento mais eficazes estão realmente a melhorar a qualidade de água, no Delta do Danúbio.

Mas a região enfrenta outros desafios, como diz o geógrafo, Iulian Michersu:

"O Danúbio tem agora muitas barragens e diques. Isso significa que o Delta é mais estreito, o rio está a ficar mais profundo, o que afeta a biodiversidade de toda a área. Carvalhos que costumavam crescer nas margens estão a recuar, porque o fluxo do rio está a tornar-se muito mais vertical do que horizontal e oferece menos solo".

Os desafios são semelhantes, no lado ucraniano do delta. O rio possui padrões ambientais que não obedecem às fronteiras políticas.


É isso que exolica Mikhail Kornilov, hidrologista:

"O principal problema do lado ucraniano do Delta é o risco de inundações, causadas pelas cheias. Além disso, a construção de barragens ao longo do Danúbio tem causado dificuldades em trocas de água, entre os rios e os lagos adjacentes - o que leva ao esgotamento ecológico dessas bacias".

Amostras de água, zooplancton e sedimentos recolhidos durante o cruzeiro de investigação são levados para os laboratórios, para análise. E aqui as notícias voltam a ser animadoras, confirmadas por Liliana Teodorof:

"Nos últimos anos, realmente, vimos uma diminuição nas concentrações de metais pesados, como o cádmio, o zinco e o chumbo. Estes metais pesados, provenientes da indústria e de explorações agrícolas, ainda existem, mas a sua incidência está a recuar, em sedimentos e na água do Delta do Danúbio".

Esta recolha de dados químicos, atmosféricos, microbiológicos e zoológicos é feita, regularmente, no Delta do Danúbio.Mas os resultados não ficam guardados, numa gaveta de laboratório. Em vez disso, estão a voar alto.

Aqui, em Genebra, os dados ambientais da região da bacia do Mar Negro, incluindo o Delta do Danúbio, estão a ser usados, para elaborar mapas interativos e bancos de dados, usados por investigadores.

Gregory Giuliani, cientista ambiental,da Universidade de Genebra/UNEP-GRID, explica as vantagens de ter tanta informação disponível:

"Em tudo o que investigamos perdemos 50 por cento do nosso tempo, se não mesmo mais, para encontrar todos estes dados científicos. E depois, eles chegam em formatos muito diferentes, com qualidade também muito diferente. Por isso, temos o dever de os transformar, para que sejam compatíveis com o software que estamos a usar".

A área do Mar Negro ronda os 2,2 milhões de quilómetros quadrados, o que oferece um dilúvio de dados diários, para serem processados.

Os cientistas, a partir de um projecto de investigação da União Europeia, precisavam de uma mão amiga, em forma de grande computador.

Nicolas Ray, biólogo, diz como funciona esta rede, quase planetária:)




"Cada um destes pontos representa uma outra universidade ou um centro de cálculo que põe à nossa disposição dezenas de centenas de milhares de consultas e atualizações de computadores. Por isso, temos acesso a uma parte desta rede e isso permite-nos enviar as nossas simulações, para vários computadores, ao mesmo tempo, e, assim, encurtar o tempo total de cálculo, para o nosso modelo hidrológico".

Especialistas no desenvolvimento de modelos de computação desenvolveram, até agora, formatos para dados do solo, demográficos e hidrológicos, como fluxos, volumes de pesticidas na água da bacia do Mar Negro, partilhados por 20 países. E tudo é fornecido nos formatos adaptados às diferentes plataformas.

Gregory Giuliani elogia a forma como a informação é distribuída:


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