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"Silêncio" (2006), de Clara Andermatt

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Publicado em 3 de jan de 2008

Quatro artistas, quatro áreas – a música, a imagem, a dança, o espaço cénico – relacionam-se como se fossem quatro instrumentos musicais. A estrutura da peça é pensada como uma organização sonora.
O silêncio é o ponto de partida para o desenvolvimento do trabalho individual e em conjunto. O silêncio como matéria – som, movimento, imagem.
Em Silêncio conta-se uma história que não tem inicio nem fim – apenas aparece e desaparece
O tempo é o portador do enredo performativo e o referente essencial para a compreensão da peça.
A peça desenrola-se por módulos performativos que existem por eles mesmos, sem participarem em uma qualquer progressão, desejo de cadência, ou intenção de atingir um clímax.
Os eventos coreográficos, luminotécnicos, cinematográficos e musicais irrompem em fluxo.
O objectivo será o de a um evento acrescentar um outro, depois outro e ainda outro, sem qualquer relação aparente, excepto o puro encanto de construir um abstracto encadeamento cinético.
Não é necessário estarmos horas consecutivas a ouvir um rouxinol a cantar, para nos encantarmos com a beleza do seu canto: um chilrear isolado é suficiente; uns segundos a escutar o som das cigarras é o bastante para nos deleitarmos com tão requintada textura; bastam os instantes de um arco-íris para nos maravilharmos com a progressão da cor; Basta passar a mão pela seda para apreciar a suavidade da sua textura;
Da mesma forma um acorde de piano pode seduzir-nos mesmo isolado de outros eventos sonoros; a simples queda de um corpo, per se, pode impressionar os nossos sentidos; existe beleza numa sequência de planos isolados de qualquer contexto.
Silêncio debruçar-se-á sobre estas isoladas “experiências” – onde cada evento é auto-suficiente e independente dos outros.
Se os eventos numa determinada peça se “colam” uns aos outros numa ordem particular é porque essa ordem vai necessariamente influenciar ou mesmo constituir o sentido da própria peça: abstracções, movendo-se, criando tempo – tornando visível o tempo!
Em Silêncio não encontraremos nem passado nem futuro – só presente.
É isto que sentimos ao imaginar esta peça: uma sensação de presente infinito…


FICHA ARTÍSTICA

Concepção e Direcção: Clara Andermatt
Filme e Texto: F. J. Ossang
Música: Vítor Rua
Cenografia e Luz: Carlos Gomes
Intérpretes: Clara Andermatt e Peter Michael Dietz
Figurinos: Lidija Kolovrat

Direcção Técnica: Carlos Ramos
Operação de Som: Ângelo Lourenço
Maquinista: David Mendes

Equipa de Filmagens:
Director de Fotografia: Denis Gaubert
Assistente de Realização: Elvire
Chefe de Produção: António Câmara Manoel
Montagem: Jean Christophe Sanchez e F.J. Ossang

Produção Executiva: Narcisa Costa
Assistência de Produção: Maria João Garcia
Produção: ACCCA
Co-produção: Festival TEMPS D’IMAGES 2006 / DuplaCena (Lisboa) e
La Ferme du Buisson, Scène Nationale de Marne-la-Vallée (Noisiel)
O Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo)
Com o Apoio do Instituto Camões para a apresentação do espectáculo em França

Agradecimentos: Serge Catoire, Nuno Leão, Justino Pirata, C.M. Montemor-o-Novo e Centro Cultural de Belém.

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