Teatro Nacional São João
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  • Lulu

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    a partir de Espírito da Terra (1903) e A Caixa de Pandora (1904)
    de Frank Wedekind
    tradução Aires Graça
    encenação Nuno M Cardoso
    cenografia e figurinos Nuno Carinhas
    dramaturgia João Luís Pereira, Nuno M Cardoso
    desenho de luz Rui Monteiro
    desenho de som João Oliveira
    vídeo Jorge Quintela
    assistência de encenação Paulo Capelo Cardoso
    interpretação Afonso Santos, António Afonso Parra, Catarina Gomes, Daniela Cruz, João Cardoso, João Melo, Mafalda Lencastre, Nuno Cardoso, Nuno M Cardoso, Sara Garcia, Vera Kolodzig
    produção TNSJ
    dur. aprox. 2:20 com intervalo
    M/16 anos

    “Aqui estou eu!”, diz-nos ela logo de início, e a partir deste ponto de exclamação, que sinaliza uma urgência, podemos começar a contar uma história de duas obsessões. A do dramaturgo Frank Wedekind, que começou por compor esta “monstruosa” tragédia em 1892 e nela trabalhou anos a fio, num tumulto de versões e reescritas. E a do encenador Nuno M Cardoso, que se confronta finalmente com ela depois de atravessar – na companhia de Nuno Carinhas, cumplicidade criativa que é aqui reativada – Os Últimos Dias da Humanidade, de Karl Kraus, autor contemporâneo de Wedekind e patrono de Lulu, peça que ele definiu como “uma sucessão de elementos clownescos e trágicos”. Chega-nos, aqui e agora, numa versão que recupera cinco dos sete atos de Espírito da Terra e de A Caixa de Pandora (textos que ficaram conhecidos como as “tragédias de Lulu”), seguindo de perto o itinerário sacrificial da personagem pelas cidades de Berlim, Paris e Londres. Lulu coloca um monstro fabuloso – o desejo – à solta num mundo social que combina uma espécie de libertinagem cínica com uma fachada puritana. Ao articular uma “realidade” crua e documental com uma ambiência de sonho e fantasia, Lulu aproxima-se de um conto de fadas para adultos. Nuno M Cardoso encena estas magníficas contradições tendo como “guias espirituais” a ferocidade de Edward Bond – “É uma peça sobre sexo, dinheiro e violência. Lulu é a história profética do capitalismo”, escreveu o dramaturgo num ensaio – e a poesia elegíaca mas esperançosa de Paul Celan, o poeta de “a morte é uma flor que só abre uma vez”… Show less
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