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DESVIO DE PESADOS NAS GUARDEIRAS PARA EVITAR CORTES DE ESTRADA

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Uploaded by on Mar 14, 2011

A paralisação convocada pelas empresas de transportes de mercadorias iniciou-se às 00:00 de hoje com fraca adesão, mas à medida que as horas foram passando aumentou o número de camiões parados e registaram-se vários incidentes

A paralisação iniciou-se com uma fraca adesão nos principais pontos de saída no país: nas pontes internacionais de Valença e do Guadiana a paralisação era praticamente impercetível e na fronteira de Vilar Formoso a noite foi calma.

Com o avançar da noite terminou uma reunião de mais de seis horas entre o Governo e as associações representativas das empresas de transportes de mercadorias.

Não houve consenso quanto à redução do preço dos combustíveis reivindicada pelas associações, devido às "atuais diretivas europeias", justificou o ministro dos Transportes, António Mendonça.

O Governo negou também os subsídios solicitados, considerando-os "absolutamente incomportáveis, porque exigiriam milhões de euros dos contribuintes e não tem sentido na situação atual em que são exigidos sacrifícios aos portugueses".

No entanto, houve o acordo quanto à revisão da legislação laboral aplicável ao setor e relativamente à redução dos preços das portagens nas SCUT, as restantes reivindicações colocadas na mesa pelas associações transportadoras.

Camiões apedrejados

Com o avançar da manhã, a GNR registou vários apedrejamentos a camiões, na paralisação das transportadoras, com a situação mais grave a acontecer na A23 (que liga Torres Novas e a Guarda), onde uma criança ficou ferida e foi levada para o hospital.

A GNR registou durante a madrugada "apedrejamentos" a partir de viadutos a camiões que seguiam em circulação nas vias rápidas IC2, A1, A2, A17 e A23 e várias pessoas foram "identificadas".

Com o avançar do dia, uma centena de camiões concentravam-se na Maia, dezenas em Évora e na zona do Carregado e da Azambuja muitas empresas deram ordenas aos seus camionistas para esperarem.

Intensificação de incidentes

Na mesma zona os incidentes intensificaram-se: um camião foi apedrejado e a outro cortaram os tubos do combustível.

Já em Leiria, dezenas de camionistas decidiram ocupar o IC2 em Barracão, obrigando todos os outros condutores de camiões a parar, depois de a GNR ter obrigado os camiões estacionados nas bermas das estradas a circularem.

No IC2, um dos camionistas foi levado pela GNR, alegadamente para ser identificado, o que motivou troca de empurrões entre os militares e os manifestantes.

Também do lado do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, disse que o Governo não está em condições de "baixar os impostos seja a quem for", recusando isentar um grupo sócio-profissional dos sacrifícios que está a pedir a "todos os portugueses".

O protesto começa a paralisar obras públicas e a obrigar operadores logísticos a antecipar as entregas previstas para esta semana.

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News & Politics

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