Produtores do Perímetro Irrigado Curu-Paraipaba encontram no beneficiamento do coco uma nova fonte de renda. Com o aproveitamento da casca do coco verde na indústria, começa a mudar o perfil da agricultura familiar na região. Há 34 anos, o coco sustenta a família de Francisco Gonçalves, agricultor. Além dele, mais de 800 famílias em Paraipaba, a 90 km de Fortaleza, não conhecem outra fonte de renda.
No perímetro irrigado Curu-Paraipaba, são produzidos cerca de quatro milhões de cocos por mês. A produção de coco do perímetro era voltada apenas para a retirada da água, desperdiçando mais de 30 mil cascas por dia. Agora, o que iria para o lixo, vira matéria-prima na indústria.
Uma parceria entre a Embrapa e o Dnocs resultou na criação da unidade de beneficiamento do coco. A máquina tritura as cascas e separa as fibras do pó. Cada um tem um destino diferente. As fibras secam ao ar livre por três dias e são divididas em fardos para venda. Podem ser utilizadas na fabricação de estofados e solados de sapatos. O pó é substrato para mudas. Já a mistura dos dois, chamada de cobertura, protege os coqueiros das pragas e da seca. A fábrica já tem 25 funcionários, a maioria filhos de produtores da região. Com apenas 45 dias de funcionamento da unidade, já foram vendidas 25 toneladas de fibras
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