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Deputado do PT diz que mãe de mulato é a mula

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Uploaded by on Jul 25, 2008

Dep. Vicentinho, do PT, diz que mãe de mulato é a mula.
http://www.nacaomestica.org/blog4/?p=3038

Para o programa de governo do PT os pardos devem ser classificados como negros, negando a identidade mestiça de mulatos, caboclos, cafuzos, nipo-mestiços e outras manifestações da mestiçagem brasileira. O PL do Estatuto da Igualdade Racial visa impor aos pardos/mestiços a identidade negra através desta inverdade:

"Art. 1º, § 1º, IV -- população negra: o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas, conforme o quesito cor/raça usado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -- IBGE, ou adotam autodefinição análoga".

Abaixo, íntegra do pronunciamento do Dep. Vicentinho na Câmara dos Deputados:

O SR. DEPUTADO VICENTINHO -- Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, companheiros de jornada e de sonhos, irmãos e irmãs, o Carlinhos lembrou uma
coisa: quando assumi meu mandato, no dia da posse, no Hotel Blue Tree -- estávamos eu, o Deputado Chico Alencar e outros Parlamentares --, eu estava de
paletó e gravata, bonitinho, chegou um cidadão e me deu a chave do carro. Ele havia me confundido com um manobrista.
Na mesma semana, eu ainda não sabia como
comprar passagem e fui até a TAM, onde cheguei muito atrasado. A moça pediu o documento, e lhe entreguei a carteirinha de Deputado, que reluzia. Ela disse: "Mas que hora ele vai chegar?" Isso mostra claramente que o povo brasileiro ainda não está preparado para este importante debate. Não que o povo seja culpado. A nossa elite conservadora, carregada de ódio, foi muito esperta. Não me refiro a
todos, mas a determinados segmentos que sempre nos usam. Se somos contra o movimento, sai na revista Veja e na Rede Globo no dia seguinte. Se somos
favoráveis, já é radicalismo.
Quero dizer a V.Exa., Sr. Presidente, que seu gesto foi muito bonito quando, reunido um dia desses com Frei Leandro e outros companheiros, V.Exa. decidiu
fazer não uma sessão solene, mas uma Comissão Geral para um debate democrático e transparente.
Isso foi ótimo, porque a sociedade está nos assistindo e certamente vai tirar suas conclusões.

Quando fui eleito Presidente da CUT, e mesmo antes disso, quando era menino, jovem, diziam-me que eu não era negro, que eu era marrom bombom, mulato, pardo. Graças a Deus, o MNU conscientizoume e me fez conceber e com muito orgulho me localizar
nesse contexto. Não sou mulato, porque não sou filho de mula; não sou pardal, porque não sou pardo.

Assumo a minha negritude de corpo e de alma. Isso não quer dizer que vamos condenar aqueles que não se assumem. De jeito nenhum. Por isso é que a autodefinição é importante. Se a pessoa é negra e não quer se assumir como tal, tem esse direito. Imaginem as pessoas que são pardas e que se assumem como
pardas ou mulatas. É um direito.
O debate é democrático e por isso temos de ouvir as opiniões de todos os senhores. É natural, é democrático.
Mas uma coisa é verdadeira: ao povo negro do País foi decretada pelo Estado brasileiro a cota zero. Ao povo negro e à minha igreja foi decretado que tinha
de ser escravo porque nem alma tinha. Essa diferença se traduz na violência, no desemprego, na humilhação.
Nós não vemos chefes negros, secretários negros, generais
negros. É muito raro. Isso se traduz na decisão tomada pelo Estado. Nós não somos simplesmente do movimento. Nós somos o Estado brasileiro.
E a Câmara, que representa um dos Três Poderes -- nem mais, nem menos importante --, tem a obrigação de ajudar a recompor um segmento que foi humilhado
em sua dignidade humana. Sr. Presidente, a luta pelo Estatuto se coloca nesse contexto. Temos de ouvir as opiniões, é democrático.
Temos de ter cuidado para não nos dividirmos entre nós. Já somos tão poucos. Mesmo estando aqui brancos
e pardos, brancos e mulatos, já percebemos que todos estamos no mesmo barco. Estamos na mesma miséria, todos estamos excluídos. Então, que tal nos
unirmos e fazermos a defesa em favor do Estatuto da Igualdade Racial? E em defesa das cotas, pois nas
universidades brasileiras devem ingressar não apenas pessoas negras, mas também pessoas brancas que
vêm da escola pública.
São projetos importantes que podem contribuir definitivamente para essa caminhada. Não devemos atuar com ódio, mas de maneira construtiva. Aqui estão
presentes 2 movimentos muito marcantes, os quais quero homenagear, homenageando a todos.

Texto copiado do Diário da Câmara dos Deputados, ano LXII, nº214, terça-feira, 27/nov/2007, Brasília (DF), pág. 62977-62978.

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Uploader Comments (cabocloribeirinho)

  • Estes ataques a mestiços não ocorrem apenas no Brasil. Na África do Sul o porta-voz do governo do país, o negro Jimmy Manyi, do Congresso Nacional Africano (CNA), sugeriu que os mestiços da Cidade do Cabo fossem dispersos pelo país, o que lembrou os métodos usados pelos racistas brancos durante o regime do apartheid. Os mestiços são maioria na Cidade do Cabo e o CNA tem dificuldade de conquistar os votos deles.

  • O PT é um partido racista. O que Vicentinho está dizendo reflete a política oficial do PT contra mulatos, caboclos, todos os pardos e os que se identificam racial e etnicamente como mestiços. O povo brasileiro em sua maioria ainda não se deu conta do racismo do PT. Em outros países, houve ou há ainda, racismo oficial contra mestiços, como na África do Sul, no Zimbábue, na Alemanha nazista e EUA.

Top Comments

  • Mas falando sério agora, recentemente ouvi que até "negro" está sendo meio que "coibido" em favor de "afro-descendente". Quando eu era pequeno, tinha a impressão que "preto" não tinha nada demais, era só uma cor, como "branco". Hoje parece palavrão. :-/

  • Novas regras politicamente corretas: assim como não pode mais "preto", sendo preferível "negro", também não deve se usar "branco", mas "alvo". E em vez de mulato ou mestiço, alvinegro. Por outro lado, "alvo" é um pouco racista porque sugere "alvo", do tipo alvo contra o qual se atira ou almeja qualquer objetivo, geralmente ruim. Melhor é euro-descendente ou "pessoa de pouca pigmentação".

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All Comments (92)

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  • ué? como assim? o PT não apoia movimento negro e não é o partido que defende as classes pobres? hahahahaha

  • ... e isso ALÉM de querer reforçar essas diferenças étnicas, CACETE, ainda mais se a pessoa é claramente filha de um negro com uma branca, é claro que ele não é nem um nem outro, ou é os dois ao tempo? Ele é mestiço, qual o problema em se designar assim! Pois eu tenho orgulho de não ser branco nem negro nem índio, sem ser arrogante com outras etnias, qual o problema nisso?

  • Porra, é verdade que mulato vem de mula, etimologicamente. Só que essa conotação já foi praticamente esquecida, não precisa ficar lembrando! Só faz reforçar essas construções étnicas escrotas que se ofendem até ao usar a palavra PRETO e que acham ruim qq uso de "negro" para significar algo maligno (é a COR negra que pode significar isso e não a raça, por uma associação indelével do medo primitivo do escuro!)...

  • SEU BOSTA,VOCE INVERTEU O QUE ELE QUIS DIZER FILHO DE UMA CADELA!

    VOCE E UM MENTIROSO ASSIM COMO TODA A QUADRILHA DO PSDB(O DEM DEIXARA DE EXISTIR EM BREVE) SEU PAU NO CU!

  • A grande farça racista por trás destes ataques a mulatos está ficando cada vez mais evidente. Racistas deveriam ser processados e presos por tentarem ferir a dignidade dos mulatos (art. 140, § 3º).

  • @kl100q8l Você está passando informações erradas. A origem da palavra mulato é incerta sim; não é verdade que haja consenso entre pesquisadores ("Africans and Native Americans", JD. Forbes). O que é consenso é que a palavra negro significava escravo e ainda é ofensiva em diversos países. Você confunde palavras homônimas com palavras sionônimas. Mulato no sentido de burro pequeno é homônima de mulato no sentido de mestiço de pretos e brancos e não sinônima.

  • No Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, publicado em 2004, a palavra MULATO (página 1975) está assim definida:

    Mulato s.m. → 1 m.q. jumento 1.1 burro pequeno, ainda novo..

    Abreviaturas:

    s.m. (s., substantivo, m., masculino)

    m.q. (mesmo que)

    A origem da palavra não é incerta, porque pesquisadores de todo o mundo já confirmaram que é derivada de MULA, e que foi criada aqui no continente americano durante a época da escravidão.

    A palavra MULATO é muito ofensiva em diversos países

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