Mesmo sendo o Rock in Rio um dos maiores e mais rentáveis festivais de música da América Latina, o Ministério da Cultura achou por bem dar uma boa ajuda financeira aos organizadores do evento, destinando, via Lei Rouanet, R$ 12,3 milhões para a realização dos shows. A liberação da verba milionária foi autorizada mesmo contrariando recomendações claras do Tribunal de Contas da União (TCU) para descentralizar e democratizar os projetos culturais no país.
O evento, que foi realizado no fim do mês de setembro, registou um público de mais de 700 mil pessoas com expectativa de receita da ordem de R$ 34,2 milhões. Na avaliação dos deputados do Bloco Transparência e Resultado da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), um evento deste porte não deveria enquadrar-se no perfil de projetos beneficiados por leis de incentivos.
A deputada Luzia Ferreira (PPS) lembra que uma das grandes queixas recebidas pela Comissão de Cultura da ALMG refere-se justamente ao baixo orçamento da pasta para financiamento de atividades culturais, particularmente no interior dos estados. "Ficamos surpresos com a destinação de R$ 12 milhões para ajudar a produção do RocK in Rio, um evento privado, lucrativo e com bilhetagem muito alta", afirmou.
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