Coronel Cuervo tocando Queen - Crazy Little Thing Called Love
O que levou quase um ano para, no início de 2011, se tornar Coronel Cuervo, continua um cinco sem vocação para o consenso e cuja unidade por vezes parece menos fundada na música que em narizes grandes e pastéis uruguaios. Com o muito que sobra dessa meia verdade, Rafael Duarte (voz e guitarra), Pedro Heberle (voz e guitarra), TH (baixo e voz), Demétrio Rocha Pereira (guitarra) e Carlos Wolff (bateria) brindam a todo o rock dos anos 1990 e 2000 que, indie ou mainstream, tenha agradado o espírito sem ferir os ouvidos.
Enquanto projeta trabalho próprio na direção incerta de um artesanato a cinco, a banda espreme o bagaço contemporâneo e arrisca regadas de sucos anciãos, e a faixas de Muse, Franz Ferdinand, The Killers, Kings of Leon, The Strokes, The Kooks, Los Hermanos, Foo Fighters e Red Hot Chili Peppers se juntam os eternos Pink Floyd, Queen, Jimi Hendrix e Beatles.
A Coronel Cuervo se apresentou pela primeira vez sem nome e ainda não inteiramente porto-alegrense em setembro de 2010, no Zeppelin Pub, em abertura para as gurias da Rock de Calcinha. A boa estreia não impediu um pacto: somente batizada a banda voltaria a um palco. A partir de fevereiro, a Coronel Cuervo pretende alavancar seu compromisso com o público, a quem caberá julgar a fatia que sobra daquela meia verdade: a música, os narizes ou os irresistíveis pastéis uruguaios.
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