Nasceu menino lindo, livre, feito passarinho
Cresceu veloz e forte, feito pensamento
Vai, menino, canta o hino que o teu povo te
ensinou
Dança pra chuva, pinta pra guerra
Que o pajé te abençoou
Quando nasceu ouviu que este mundo verde
era todo seu
Que essa terra santa era eterna herança dada
por Deus
Rios e bicharada faziam parte do seu quintal
Não conhecia o medo, a morte e o mal
Passa pra cá curumim! Tem homem branco
na mata fechada!
Passa pra cá curumim! Pode ser uma cilada.
Tua vida não é nada.
Iererê, iererê, iererê, iererê, iererê
índio coma livre, vivia solto no Suapi
Rios de águas claras, campos, lavrados,
terras sem fim
Era tudo seu mundo, sua grande casa e seu
quintal
Era seu paraíso, vida, afinal.
Passa pra cá curumim! Tem homem branco
na mata fechada!
Passa pra cá curumim! Pode ser uma cilada.
Tua vida não é nada.
Iererê, iererê, iererê, iererê, iererê
Nasceu menino, lindo, livre, feito passarinho
Mas não vingou, virou história, lenda, mito
Grito lento...
Iererê, iererê, iererê, iererê, iererê.
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