42ª Produção de Companhia de Teatro de Sintra
O que nos leva a fazer teatro? Porquê, por entre tanto lamento (o nosso), e tanta incompreensão (dos outros), continuamos a pensar na próxima montagem, mal estreamos?
E para que serve e a quem serve o teatro? Com tantas prioridades (saúde, emprego, impostos, segurança, etc), onde se encaixa a cultura, e dentro desta, o teatro? Quem daria (e nem sequer falo do Dr. Vasco da Graça Moura) pela nossa falta se encerrassemos as portas?
Se calhar é o medo da solidão, o medo de ficarmos reduzidos a Bululú como se diz no texto de Ñaque ou sobre Piolhos e Actores, ou o medo da morte que nos cria este afã de viver, com que nos enganamos em cada montagem.
Ou então é a (nossa) condição humana que alimenta esta (nossa) ilusão de voo, de refulgência, de inadiabilidade.
Data de Estreia: 16 Maio 2002
Ficha Artística e Técnica
Autor: José Sanchez Sinisterra
Tradução: Graça Afonso Cruz
Dramaturgia e Encenação: João de Mello Alvim
Interpretação: Nuno Correia Pinto e João Mais
Direcção Plástica e Figurinos: Jorge Cerqueira
Imagem Gráfica: Maria João Fontaínhas e André Rabaça
Fotografia: André Rabaça
Desenho de Luz: Carlos Arroja
Companhia de Teatro de Sintra
Casa de Teatro de Sintra, Rua Veiga da Cunha, nº20 2710-627 Sintra Tel: 21 923 37 19 www.chaodeoliva.com
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