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Cumuxatiba: Preso homem que tentou matar cunhada

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Uploaded by on May 30, 2010

No início da noite desta sexta-feira (28/05), no bairro Canta Galo de Cumurxatiba, distrito de Prado, proximidades do Restaurate Catamarã, a Sra. Nair Oliveira dos Santos sofreu uma tentativa de homicídio.

O cair da tarde trouxe a calada da noite. O homicida surgiu das trevas aproveitando-se da penumbra para surpreender a matriarca, enquanto preparava o jantar de sua família (um menino de 11 e duas meninas de 9 e 7 anos, respectivamente).

O cantarolar dos pássaros, o latido dos cães, o som do vento; nada se ouviu senão o estampido do balaço partindo de uma arma caseira que segue lentamente até atingir a vítima, na altura da nuca. O homicida se embrenha na escuridão e desaparece. A vítima é socorrida ao Hospital Jonival Lucas e, posteriormente, encaminhada ao Hospital Municipal de Teixeira de Freitas. Ela nada consegue falar sobre o momento que poderia lhe ter tirado a vida. Afirma que estava à beira do fogão acudindo seus afazeres e não percebeu o instante que poderia ter sido o último de sua vida. Ela permanece sob observação médica, mas não corre risco de vida, apesar de ter de se submeter a cirurgia que irá retirar 2 (dois) fragmentos de chumbo alojados na coluna cervical.

O Policial Militar Vagner, acompanhado do agente público Gilson, chegam ao local do crime e tentam desvendar o mistério por trás da intenção criminosa. Com muita astúcia, Vagner vai juntando pistas. Uma carta foi deixada na cena do crime, na tentativa de denegrir a figura da vítima, que foi então comparada à grafia de outros membros da família. O policial juntou a informação de que os cães não latiram. Ouviu o histórico de desavenças na família. Eis que surge o nome de Adevilson Alves dos Santos (29), o 'Neguinho' (artesão, natural da Aldeia Pequí, em Prado). Procurado, não foi localizado. Membros da família saíram em caçada ao suposto criminoso. O PM intercede para garantir o direito à defesa e à vida de 'Neguinho'. Segundo Vagner, o acusado aparece na manhã deste sábado (29/05), como se nada tivesse acontecido. Acrescenta que foi avisado da chegada do acusado na casa da vítima que é esposa de 'Caçula', irmão de 'Neguinho'.

O PM afirmou ao PrimeiroJornal ter mostrado a carta ao, até então, acusado e ter percebido nele grande nervosismo e tremedeira. Acrescenta que, indagado, 'Neguinho' acaba por confessar o crime com riqueza de detalhes, encerrando com a indicação da localização da arma (usada para a intenção criminosa de por fim à vida, de sua própria cunhada). A arma foi encontrada na beira da praia de Areia Preta, conforme confessou o acusado.

Ao PrimeiroJornal, 'Neguinho' confessa que a motivação do crime teria sido a queixa da vítima (sua cunhada) que nutria a desconfiança de que ele assediava a sexualidade de sua filha de 7 anos, que também é sobrinha do acusado. 'Neguinho' afirma que já foi portador da confiança de toda a família tendo, inclusive, ficado com as crianças em casa, sozinho. Nega a desconfiança de sua cunhada e acrescenta que esta denúncia, iniciada à cerca de 2 (dois), meses começou a lhe consumir por dentro; semente inicial para a constante idéia de que o mal jamais se cessaria, senão com a morte de sua denunciante. Conclui que produziu a própria arma usada no crime. 'Neguinho' permanece custodiado na carceragem da Delegacia de Polícia Civil de Prado à disposição da Justiça Criminal.

O Policial Militar Vagner faz parte do efetivo da 43ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar de Itamaraju e está à serviço do 4º Pelotão de Polícia Militar de Prado, sob o comando do Major Magalhães e Tenente Samuel). O seu trabalho, narrado nesta matéria, demonstra o brilhantismo digno das mais altas honrarias. O desfecho do caso é, senão a característica principal de um bom investigador e, acima de tudo, de um profissional convicto de seu trabalho e de sua responsabilidade com a sociedade.




O acusado havia saído de Cumuruxatiba (distrito de Prado), na manhã do mesmo dia em que ocorreu o crime.


. Naquele momento, o tempo parecia parado. Nada de anormal, se destacou, senão a presença de um assassino, surgindo da escuridão. Nada se ouvia, até o estampido que atingiu a vítima, enquanto estava ela à beira do fogão. Seu algoz aproveitou-se da dedicação da matriarca que acudia aos seus afazeres e não percebeu o instante que poderia ser o último de sua vida. Um balaço partiu de uma arma calibre 38 carregada de ódio, de fúria e de ira. Cego por sua cólera, o homicida nada enxergou senão o arremate daquela mulher.

Ela cai. Agoniza e suspira o seu último sopro de vida.

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News & Politics

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