Neto de escravos, Manoel Chico de 86 anos é um dos líderes do maior quilombo gaúcho, na cidade de Morro Alto, a 140 quilômetros de Porto Alegre. Da mesma forma que todos os moradores da região, sente-se dono do chão em que vive. A área foi doada em testamento pela portuguesa Rosa Osório Marques, na época da escravidão. Ela deixou terras para 24 escravos. Essa história atravessa gerações. Dona Aurora Silveira conhece bem o assunto porque o pai era escravo de Rosa Marques. Aos 97 anos, a mais velha quilombola do grupo garante que não vai morrer até que as terras sejam entregues aos seus descendentes. "Eu tenho esperança", diz. Os moradores da região denunciam que os brancos ocupam as terras da comunidade há mais de um século. Por isso, ingressaram com ações na Justiça Federal para garantir o reconhecimento do quilombo. O processo ainda está em tramitação, mas agora, uma nova polêmica virou batalha judicial. Por meio do Ministério Público Federal, eles moveram uma ação contra o Ibama e o Departamento Nacional de Infra Estrutura em Transportes (Dnit) por causa da duplicação da BR 101 entre Osório e Maquine. "O que se discute nesta ação é o que se vai fazer para verificar se existe ou não comunidade quilombola e, se existir, ver quais impactos que a duplicação daquele trecho vai trazer para comunidade", explica o juiz federal Cândido Alfredo da Silva
Axo certo a regularização das terras, porque são de direito dos morenos terem suas elas de volta! Desde que os brancos sejem bem ressarcidos com suas benfeitorias e que o incra de mais informações do proscesso!
gtogu94 4 months ago