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Em Movimento - Mais barulho, menos saúde - 19/07/2008

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Uploaded by on Jul 18, 2008

Decibéis muito acima do tolerável ocupam hoje o terceiro lugar no ranking de problemas ambientais que mais afetam populações do mundo inteiro, atrás somente da poluição do ar e da água. Muitas pessoas já sofrem por conta disso mas não identificam a causa. O Em Movimento foi saber sobre o assunto no quadro Movimento Sustentável.

Durante o dia é possível identificar inúmeros ruídos nocivos a saúde. Segundo o técnico do disque-silêncio Wallace Muniz, o barulho na capital está aumentando e a medição das vias mais movimentadas chegam ao pico de 95 decibéis, tendo em média 75 decibéis.

Perguntamos ao otorrinolaringologista César Augusto, qual é o limite de conforto para os nossos ouvidos. Ele informou que o ideal é não passar dos 65 decibéis e nem ficar exposto muito tempo, mais de uma hora, em ambiente ruidosos.

Testamos também outros barulho que podem passar despercebidos mas também causam problemas. Um liquidificador ligado tem uma média de 69 decibéis, o telefone 65 decibéis, a televisão em volume médio, 67 decibéis) e o simples interfone tem uma mésia de 64 decibéis. Junte tudo isso ao barulho provocado pelo trânsito e veja se é possível tolerar.

Outra preocupação dos especialistas é o uso da tecnologia, como é o caso do MP3. Em uma rápida pesquisa nas ruas de Vitória, constatamos que o volume médio do MP3 é de 26, quando o máximo é de 31. No caso de ouvir o aparelhinho em ônibus, esse volume sobe para o máximo.

O cirurgião Fábio Zamprogno, teve recentemente um problema causado pelo uso constante de fone de ouvido para falar no celular. Ele conta que no início era pela praticidade de falar ao telefone e poder realizar outras atividades, mas depois isso de tornou um hábito. Depois de algum tempo ele começou a sentir zumbidos e dores no ouvido esquerdo - onde ficava o fone - e resolveu procurar um especialista, que suspendeu imediatamente o uso do acessório.

Mas os problemas vão além da parte física podendo causar agravamentos neurológicos. César Augusto conta que já atendeu casos de irritabilidade e estresse ocasionados pelo excesso de barulho. Ele ressalta ainda que por ser uma sintomatologia demorada, muitas vezes o paciente só procura ajuda quando a lesão já está instalada.

Segundo o psiquiatra Ruy Perini, pessoas que ficam expostas muito tempo a um barulho incômodo podem responder com irritação, cansaço mental e até mesmo distúrbio no sono.

Pra quem vive na cidade não dá para se livrar de todo esse barulho. Mas então, o que podemos fazer? Os especialistas dizem que de imediato o ideal é reduzir a exposição. Caso não seja possível, vale usar protetores auriculares encontrados facilmente no mercado.

E como prevenir é sempre o melhor, algumas dicas:
Se for inevitável ficar muito tempo em ambiente ruidoso, use protetores de ouvido. Em casa janelas com vidro duplo dificulta a passagem de som. No trânsito evite som alto no carro. Não durma com o MP3 ligado e evite volumes elevados. E para interromper o estresse acústico e ter uma boa noite de sono, vale uma meditação de alguns minutos.

Cesar Augusto Meira (otorrinolaringologista) - (27) 21047000 / 21047087
Ruy Perini (psiquiatra e psicanalista) - (27) 3225-9944
Disque-silêncio -165

Category:

Entertainment

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All Comments (9)

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  • não tenho pressão alta, tenho perda auditiva, 90% dos casos de tinnitus está ligados a perda auditiva, então reitero: eu ficaria até com vergonha, de virar para uma pessoa, e sendo eu um médico, e dizer que ela vai ter que se acostumar com isso, frustante e vergonhoso, se tiver interesse, se tiver... vai no orkut e digite: zumbido. aí voce vai ver o drama e a revolta das pessoas, isso é fato.

  • quem sou eu para argumentar com voce, talvez voce seja um profissional da área, mas eu reitero o que eu disse com fatos, então vamos a eles: é simples, não tem cura, o estudo mais promissor nessa área vem sendo conduzido pelo cientista do texas Michael Kilgardi, que está com um estudo que conseguiu eliminar o acúfeno em ratos, estimulando com eletrodos o nervo vago, segundo ele o que se concluiu é que acontece um mau funcionamento do cortex auditivo, agora no meu caso, eu não tenho diabetes..

  • @nandgodoy Vc pode falar decibels também. Quem opta em falar em decibels o faz porque é uma unidade de medida, e não um substantivo comum.

  • @satiro91 a dificuldade em curar o tinnitus é que ele não é tão simples como parece. O tinnitus tem várias causas, como a própria perda auditiva, mudança temporária de limiar, diabetes, hipertensão arterial, estresse... É possível curar o zumbido quando se pode combater a causa do mesmo. Nem sempre isso é fácil.

  • a grande vergonha da medicina atual é que o tinnitus não tem cura, o que é vergonhoso porque até o câncer se cura, e um simples zumbido não, para os profissionais otorrinos eu ficaria até com vergonha.

  • Muito boa essa matéria. Só uma coisa, o correto é decibéls.

  • Tarde de mais "/ som alto no carro + dormir com mp3 + em show/balada eu fico sempre do lado da caixa de som.....

  • ruido

  • Galera da História-UFES comparecendo na matéria!!! Aew Sívio, aew Camilla! ^^

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