Uploaded by phenothiazine on Nov 26, 2009
Playlist: http://www.youtube.com/view_play_list?p=B7F40D53F9677836
Portal não-oficial: http://luizpacheco.no.sapo.pt/
Luiz José Gomes Machado Guerreiro Pacheco[1] (Lisboa, 7 de Maio de 1925 — Montijo, 5 de Janeiro de 2008) foi um escritor, editor, polemista, epistológrafo e crítico de literatura português.
Nasceu em 1925, na freguesia de São Sebastião da Pedreira, numa velha casa da Rua da Estefânia, filho único, no seio de uma família da classe média, de origem alentejana, com alguns antepassados militares. O pai era funcionário público e músico amador. Na juventude, Luiz Pacheco teve alguns envolvimentos amorosos com raparigas menores como ele, que haveriam de o levar por duas vezes à prisão [2].
Desde cedo teve a biblioteca do seu pai à sua inteira disposição e depressa manifestou enorme talento para a escrita. Estudou no Liceu Camões e chegou a frequentar o primeiro ano do curso de Filologia Românica da Faculdade de Letras de Lisboa, onde foi óptimo aluno,[3] mas optou por abandonar os estudos. A partir de 1946 trabalhou como agente fiscal da Inspecção Geral dos Espectáculos, acabando um dia por se demitir dessas funções, por se ter fartado do emprego. Desde então teve uma vida atribulada, sem meio de subsistência regular e seguro para sustentar a família crescente (oito filhos de três mães adolescentes), chegando por vezes a viver na maior das misérias, à custa de esmolas e donativos, hospedando-se em quartos alugados e albergues, indo à Sopa dos Pobres. Esse período difícil da vida inspirou-lhe o conto Comunidade, considerado por muitos a sua obra-prima. Nos anos 60 e 70, por vezes viveu fora de Lisboa, nas Caldas da Rainha e em Setúbal.
Começa a publicar a partir de 1945 diversos artigos em vários jornais e revistas, como O Globo, Bloco, Afinidades, O Volante, Diário Ilustrado, Diário Popular e Seara Nova. Em 1950, funda a editora Contraponto, onde publica escritores como Raul Leal, Vergílio Ferreira, José Cardoso Pires, Mário Cesariny, António Maria Lisboa, Natália Correia, Herberto Hélder, etc., tendo sido amigo de muitos deles [4] . Dedicou-se à crítica literária e cultural, tornando-se famoso (e temido) pelas suas críticas sarcásticas, irreverentes e polémicas. Denunciou a desonestidade intelectual e a censura imposta pelo regime salazarista [5] Denunciou, de igual modo, plágios, entre os quais o cometido por Fernando Namora em Domingo à Tarde sobre o romance Aparição de Vergílio Ferreira.
A sua obra literária, constituída por pequenas narrativas e relatos (nunca se dedicou ao romance ou ao conto) tem um forte pendor autobiográfico e libertino, inserindo-se naquilo a que ele próprio chamou de corrente "neo-abjeccionista". Em O Libertino Passeia por Braga, a Idolátrica, o Seu Esplendor (escrito em 1961), texto emblemático dessa corrente e que muito escândalo causou na época da sua publicação (1970), narra um dia passado numa Braga fantasmática e lúbrica, e a sua libertinagem mais imaginária do que carnal, que termina de modo frustrantemente solitário.
Alto [6] , magro e escanzelado, calvo, usando óculos com lentes muito grossas devido a uma forte miopia, vestindo roupas usadas (por vezes andrajosas e abaixo do seu tamanho), hipersensível ao álcool (gostava de vinho tinto e de cerveja), hipocondríaco sempre à beira da morte (devido à asma e a um coração fraco), impenitentemente cínico e honesto, paradoxal e desconcertante, é sem dúvida, como pícaro personagem literário, um digno herdeiro de Luís de Camões, Bocage, Gomes Leal ou Fernando Pessoa.
Debilitado fisicamente e quase cego devido às cataratas[7], mas ainda a dar entrevistas aos jornais, nos últimos anos passou por três lares de idosos, tendo mudado em 2006 para casa do seu filho João Miguel Pacheco, no Montijo e daí para um lar, na mesma cidade.
Um ano após a morte de Mário Cesariny, a 26 de Novembro de 2007, em jeito de homenagem ao poeta, Comunidade foi editada em serigrafia/texto com pinturas de Artur do Cruzeiro Seixas pela Galeria Perve. Nessa efeméride, Luiz Pacheco foi entrevistado pela RTP, no seu quarto e último lar de idosos.
Morreria algumas semanas depois, a 5 de Janeiro de 2008, de doença súbita, a caminho do Hospital do Montijo, onde declararam o óbito às 22h17.
Fonte: Wikipedia
-
8 likes, 1 dislikes
-
Artist: Robert Prizeman, Libera
-
-
Buy "Voca Me" on:
Android Market,
AmazonMP3, iTunes -
-
9:34
(Portuguese) Luiz Pacheco - O Libertino [4/6]by phenothiazine2,163 views
9:26
JOSÉ CARDOSO PIRES (1)by abel19561,516 views
31:22
LUIZ PACHECO - Fala sobre Setúbal Cultural em 1992 ( Gravação Inédita )by victorbokage1896 views
3:57
Luiz Pacheco - O cachecol do artistaby arghserveftp8,688 views
3:35
Luiz Pacheco 82 anosby aferreira8613,742 views
3:22
Luiz Pacheco - O tradutorby arghserveftp16,353 views
1:06
Cesarinyby bila0716,450 views
2:05
Poema em Linha Reta - Fernando Pessoaby FlaviaBGutt88,603 views
0:40
velhinha no volanteby cmrgoncalves78,665 views
10:49
Vergilio Ferreira: Aparicaoby biblioespl2,494 views
9:04
JEANNIE É UM GÊNIO - UM GÊNIO POUSOU EM MINHA VIDA- PARTE 2- DUBLADO- PORTUGUÊSby betomotapr39,462 views
2:25
Sammie Torres & Luis Pacheco - Bombaby sallystation6,771 views
1:40
Hino Monárquico Português - Portuguese Monarchic Anthemby henrasthebest70,089 views
4:46
Herberto Helder por José Luís Peixoto.MP4by SissaFrota4,820 views
8:48
Herman José entrevista Agostinho da Silvaby Joaostryge33,594 views
6:30
O Estiloby centaurex2,162 views
3:25
Cruzeiro Seixasby jomarvaz2,375 views
6:04
Vergílio Ferreiraby biblioespl7,237 views
1:33
Mario Soares e Marcelo Rebelo Sousa Visitam Feira do Livro de Celorico de Bastoby PortoCanalAve387 views
5:31
No sorriso louco das mães.wmvby joaoisidro13,833 views
- Loading more suggestions...
lindo... tudo o que li ate hoje portugues desde eca, outros n gostei mt sou mais do tipo beat generation, gosto de pessoa, mas pessoa ja e surrealismo tipo kafka poetico, agora sim encontri alguem interessante na literatura portuguesa
ukusapillage 6 months ago
rapariga de sangue quente, talvez lhe tivesse enfiado com uma garrafa na moleirinha hahahah não pode ser
drmak3r 1 year ago