Uploaded by phenothiazine on Nov 26, 2009
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Luiz José Gomes Machado Guerreiro Pacheco[1] (Lisboa, 7 de Maio de 1925 — Montijo, 5 de Janeiro de 2008) foi um escritor, editor, polemista, epistológrafo e crítico de literatura português.
Nasceu em 1925, na freguesia de São Sebastião da Pedreira, numa velha casa da Rua da Estefânia, filho único, no seio de uma família da classe média, de origem alentejana, com alguns antepassados militares. O pai era funcionário público e músico amador. Na juventude, Luiz Pacheco teve alguns envolvimentos amorosos com raparigas menores como ele, que haveriam de o levar por duas vezes à prisão [2].
Desde cedo teve a biblioteca do seu pai à sua inteira disposição e depressa manifestou enorme talento para a escrita. Estudou no Liceu Camões e chegou a frequentar o primeiro ano do curso de Filologia Românica da Faculdade de Letras de Lisboa, onde foi óptimo aluno,[3] mas optou por abandonar os estudos. A partir de 1946 trabalhou como agente fiscal da Inspecção Geral dos Espectáculos, acabando um dia por se demitir dessas funções, por se ter fartado do emprego. Desde então teve uma vida atribulada, sem meio de subsistência regular e seguro para sustentar a família crescente (oito filhos de três mães adolescentes), chegando por vezes a viver na maior das misérias, à custa de esmolas e donativos, hospedando-se em quartos alugados e albergues, indo à Sopa dos Pobres. Esse período difícil da vida inspirou-lhe o conto Comunidade, considerado por muitos a sua obra-prima. Nos anos 60 e 70, por vezes viveu fora de Lisboa, nas Caldas da Rainha e em Setúbal.
Começa a publicar a partir de 1945 diversos artigos em vários jornais e revistas, como O Globo, Bloco, Afinidades, O Volante, Diário Ilustrado, Diário Popular e Seara Nova. Em 1950, funda a editora Contraponto, onde publica escritores como Raul Leal, Vergílio Ferreira, José Cardoso Pires, Mário Cesariny, António Maria Lisboa, Natália Correia, Herberto Hélder, etc., tendo sido amigo de muitos deles [4] . Dedicou-se à crítica literária e cultural, tornando-se famoso (e temido) pelas suas críticas sarcásticas, irreverentes e polémicas. Denunciou a desonestidade intelectual e a censura imposta pelo regime salazarista [5] Denunciou, de igual modo, plágios, entre os quais o cometido por Fernando Namora em Domingo à Tarde sobre o romance Aparição de Vergílio Ferreira.
A sua obra literária, constituída por pequenas narrativas e relatos (nunca se dedicou ao romance ou ao conto) tem um forte pendor autobiográfico e libertino, inserindo-se naquilo a que ele próprio chamou de corrente "neo-abjeccionista". Em O Libertino Passeia por Braga, a Idolátrica, o Seu Esplendor (escrito em 1961), texto emblemático dessa corrente e que muito escândalo causou na época da sua publicação (1970), narra um dia passado numa Braga fantasmática e lúbrica, e a sua libertinagem mais imaginária do que carnal, que termina de modo frustrantemente solitário.
Alto [6] , magro e escanzelado, calvo, usando óculos com lentes muito grossas devido a uma forte miopia, vestindo roupas usadas (por vezes andrajosas e abaixo do seu tamanho), hipersensível ao álcool (gostava de vinho tinto e de cerveja), hipocondríaco sempre à beira da morte (devido à asma e a um coração fraco), impenitentemente cínico e honesto, paradoxal e desconcertante, é sem dúvida, como pícaro personagem literário, um digno herdeiro de Luís de Camões, Bocage, Gomes Leal ou Fernando Pessoa.
Debilitado fisicamente e quase cego devido às cataratas[7], mas ainda a dar entrevistas aos jornais, nos últimos anos passou por três lares de idosos, tendo mudado em 2006 para casa do seu filho João Miguel Pacheco, no Montijo e daí para um lar, na mesma cidade.
Um ano após a morte de Mário Cesariny, a 26 de Novembro de 2007, em jeito de homenagem ao poeta, Comunidade foi editada em serigrafia/texto com pinturas de Artur do Cruzeiro Seixas pela Galeria Perve. Nessa efeméride, Luiz Pacheco foi entrevistado pela RTP, no seu quarto e último lar de idosos.
Morreria algumas semanas depois, a 5 de Janeiro de 2008, de doença súbita, a caminho do Hospital do Montijo, onde declararam o óbito às 22h17.
Fonte: Wikipedia
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este sempre foi o grande problema nacional n se sabe vender um produto nacional de qualidade la fora, n se sabe apresentar um produto da realidade nacional e do genio nacional la fora, nem em musica nem em literatura, as descricoes de l p em comunidade sao de um genio, sem duvida, eles estava uns 30 anos a frente do resto na decade de 50, conheco a geracao beat dos eua e ninguem escrevia como ele, com tal humanidade e sinceridade em emocoes humanas
ukusapillage 6 months ago
este sempre foi o grande problema nacional n se sabe vender um produto nacional de quasliade la fora, n se sabe apresentar um produto da realidade nacional e do genio nacional la fora, nem em musica nem em literatura, as descricoes de l p em comunidade sao de um genio, sem duvida, eles estava uns 30 anos a frente do resto na decade de 50, conheco a geracao beat dos eua e ninguem escrevia como ele, com tal humanidade e sinceridade em emocoes humanas
ukusapillage 6 months ago
leiam bukowski em ingles, vejam o doc bukowski, leiam burroughs
ukusapillage 6 months ago
grande editor luiz pacheco, trazendo livros á populaça em tempos proibidos...
para uma futura revolução de ideias...
mmike222 10 months ago
grande editor luiz pacheco, trazendo livros á populaça em tempos proibidos...
mmike222 10 months ago
837 exibições - e na parte anterior eram o quê?, mil trezentas e uns trocos; certo? Pois... e a seguir, suponho que..., menos, não? E somos o quê, dez milhões de macacos neste pedaço de terra...? E quantos de nós lêem? Só podemos falar da população adulta, se quisermos ser justos? Não. Não podemos contar nem com os putos, nem com os analfabetos...mas assim, sobram quantos afinal...?
sigbjorntrumbaugh 1 year ago