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Em especial para a TV, Anna Wintour defende-se da fama de durona 19/05/09

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Uploaded by on May 19, 2009

Depois de Carine na CNN, é a vez de Anna Wintour ganhar um programa dedicado a ela na CBS, o "60 Minutes", de Morley Safer. Assim como o da CNN, a idéia aqui é traçar um perfil da poderosa editora da "Vogue" América, acompanhando reuniões de pauta, a edição/ fechamento propriamente dito, shootings e o dia-a-dia de Anna em seu escritório.

Aos 59 anos, 21 deles no comando da revista e mãe de dois filhos, ela é uma das personagens mais pop do Planeta Fashion, despertando interesse e muita boataria, parte da qual é abordada diretamente no programa.

Logo de início, Morley se refere às descrições mais habituais dela, como pessoa ambiciosa, perfeccionista e até ruim. "Sou certamente muito competitiva", afirma Anna. "Ruim espero que não seja. Mas gosto de pessoas que representam o melhor do que fazem."

Seguem cenas das assistentes de Anna, bem vestidas, lindas, andando apressadas pelos corredores do escritório, e da sala da editora, cenário bastante semelhante ao mostrado em "O Diabo Veste Prada".

" Vogue' é o melhor de tudo que a moda pode oferecer e acho que apontamos neste caminho. Somos a namorada glamourosa", define Anna, que surge centralizadora, cuidando de cada detalhe da edição, decisiva, impaciente.

"Devo fazer os rostos do momento por que é isso que temos na capa ou devo apenas continuar pensando?", pergunta uma das editoras a certa altura. "Continue pensando", responde, seca, com jeitinho de quem vai soltar (mas não chega a fazê-lo) um "That's all" em seguida.

"Ouvi que Miranda Priestly é como um ursinho de pelúcia comparada com Anna Wintour", comenta o entrevistador Morley. "Era diversão. Não era um retrato fiel do que acontece na revista", rebate Anna. O jornalista segue, comentando um dos mitos em torno dela, o de que ninguém deve lhe dirigir a palavra ou pegar elevador com ela.

"Isso é exagero. Acho que em resposta posso dizer que tenho tantas pessoas que trabalham comigo há 15, 20 anos, e se eu sou tão ruim assim, eles devem ser glutões da punição", responde.

"Estamos aqui para trabalhar. Temos hora para executar tarefas e tempo livre, estamos unidos pela paixão à revista", diz Anna. Andre Leon Talley, seu braço-direito, surge: "Não é uma tea party aqui. Trabalhamos muito. Digamos que Anna pode ser intimidadora. Acho que é sua armadura intimidar para dar às pessoas noção de que ela está no comando", explica.

"Ela não é uma pessoa que vai te mostrar seus sentimentos nunca. Ela é como um médico, quando está olhando seu trabalho, é como uma análise clínica", completa Talley.

Outra co-trabalhadora de longa data, a diretora criativa da revista Grace Coddington continua. "Acho que ela gosta de não ser completamente acessível. Seu escritório é muito intimidante. Você anda quase uma milha até chegar à sua mesa e tenho certeza que isso é intencional."

Entre os privilégios que Anna recebe da editora Conde Nast, contas de maquiador e cabeleireiro pagas para todos os dias da semana, além de supostos US$ 200.000 (R$ 410.000) para gastar com roupas anualmente.

"É muito importante para mim estar bem quando saio em público. Gosto de escolher minhas roupas de manhã e decidir o que pegar. Gosto de moda. Não estaria neste trabalho se não gostasse", volta Anna, que ainda fala do pai, o editor Charles Wintour, e do que mais a irrita.

"Coleções medíocres. Não só me irritam, me enraivecem", diz ela. "Vamos à temporada para sermos inspirados." É sabido que a "Vogue" não publica crítica de moda, nem Anna critica ninguém abertamente, mas uma má coleção é simplesmente ignorada nas edições da estação.

Alguns estilistas também comentam a posição e o trabalho de Anna. "Ela é a mais famosa jornalista de moda no mundo", opina Karl Lagerfeld. "Ela diz o que pensa e é por isso que algumas pessoas acham às vezes que ela é um pouco dura. Ela deve ter uma imagem fria para manter as coisas andando. Não é fácil, huh? É como administrar uma casa maluca uma revista de moda."

Quando o jornalista pergunta a Nicolas Ghesquiere se ele pensa em Anna enquanto cria, a resposta é direta. "Há sempre um momento em que você se questiona se Anna vai gostar ou não. Acho que todo designer que disser o contrário estará mentindo."

O programa ainda aborda a influência exercida por ela na colocação de estilistas nas marcas, caso de John Galliano na Dior. "A gente recomenda, não manda. E obviamente, no final, estes senhores [diretores das empresas] são capazes de se decidirem sozinhos", comenta a editora, que não pensa em se aposentar tão cedo.

"Para mim é uma hora muito interessante de estar nesta posição e acho que seria de certo modo irresponsável não dar meu melhor e nos liderar neste novo momento", finaliza. (SA)

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All Comments (2)

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  • Anna é tudo menos louca ela é simplismente o Diabo haha que todos temem na moda.

  • Esse pessoal da moda é louco.

    Esses dias li na internet que uma gerente da loja Prada no oriente com mais de 20 anos casa foi demitida por estar acima do peso!!!!!

    Vai entender?

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