●๋•WiLliAm pOeTa: COISAS DO SERTÃO
Florecendo no Horizonte
Lá onde o sol faz a ponte
Entre o céu e o chão.
É lá que tudo é grandeza
Eu falo da fortaleza
"Das coisas do nosso Sertão".
Do menino e sua baladeira
Da mulher rezadeira
Que sempre cura o quebrante.
Da rolinha tão singela
Que ao olhar-mos pra ela
Lembra-nos uma avoante;
Pássaro que se mistura
Com a nossa cultura
Como o nosso vaqueiro.
Com seu cavalo e gibão
É um simbolo do sertão
Enfeitandoos tabuleiro.
Aos Guerreiros nordestinos
Que sempre passam por cima
Das dificuldades da vida.
Ingnorando o sofrimento
Fazendo de cada momento
Uma nova corrida.
Enquanto suas companheiras
Sobem e descem ladeira
Levando a roupa pra lavar.
Buscando açude ou cacimba
Se a água é farta ou se pinga
Estão sempre a cantar.
Como se faz na desbuiada
Ou talves na farinhada
Fábrica de bejú e farinha.
No terreiro se cria galinha
Pato, porco e cabrito.
Nas casas se ouvem os gritos
Das crianças brincando.
À tardinha os bois vão passando
E atráz vem alguém tangendo.
A noite vem florecendo
E lá no céu o tezouro.
Tudo se transforma em ouro
Com o clarão da lua.
E nas estradas sem fim
Sobe e desce os casalzin
No que um dia será rua.
E antes do galo cantar
O sol ainda está a ressonar
Já se esculta o sertanejo.
Encangaiando o jumento
As ancoretas pega lá dentro
E volta a sua peleja.
Agradece e não esbraveja
Por ter essa sorte.
E se manda pro serrote
Pra buscar água na cacimba.
Já outros batem a enxada
Pra cortar facil o chão.
Carregam machado e foice
Depende da ocasião.
E quando essa negrada
Chega numa vaquejada
O boi fica tremendo.
Pois mostram nas derrubada
E o boi cai na faixa marcada
Enquanto estava orrendo.
O céu de lá é mais azul!
O carcará e o urubú
No alto sempre voando.
A asa branca então
Outro simbolo do sertão
Lá distante está cantando.
A nambú e a curduniz
A lagartixa feliz
Tão na sombra descansando.
O téjo lá na loca
O gato do mato na toca
E se exibindo está o pavão
Em cada casa em cada canto
Está do sertão o encanto
Desses guerreiros nordestinos.
Que sempre cumprem seu destino
Sem nunca reclamar.
E a cada minuto e segundo
Eles criam e recriam um mundo
Que não existe em outro lugar.
Falarei de nosso sertão
No formato de poema.
Se ta chuvendo é fartura
E a farinha com rapadura
Vamos aposentar.
O negócio é milho e feijão
Pois esse ouro em grão
Faz a gente vibrar.
Parabens!! esse video ficou muito bem feito! A poesia no final fez eu voar para o interior onde eu nascie a uns 30 anos atráz...O video mostra o homem arando terra com o cavalo, as pessoas pessando de carroça,as tráias de couro penduradas na parede,os patos nadando no açude!! até o acordeonista Waldonys tem aqui!!! Obrigado!!!
MrCristovao1974 2 years ago