"Não fecha, não fecha". Foi este o grito que ecoou na noite de domingo à porta do Centro de Saúde de Valença do Minho. Munidos de velas e cartazes e apoiados pelo presidente da Câmara Municipal, cerca de meia centena de utentes cerraram fileiras contra o encerramento do SAP, entretanto confirmado por uma nota interna da Unidade Local de Saúde do Alto Minho. A decisão abarca, para além de Valença, outros três centros de saúde: Melgaço, Paredes de Coura e Arcos de Valdevez.
O presidente da autarquia de Valença do Minho avança esta segunda-feira com uma providência cautelar destinada a impedir o encerramento do Serviço de Atendimento Permanente. Em declarações à agência Lusa, Jorge Mendes alegou que os fundamentos do protocolo assinado há três anos com Ministério da Saúde, documento que estabeleceu as bases para a reorganização dos serviços na região, "não estão nem de perto nem de longe a ser cumpridos". A começar pela Unidade Móvel de Saúde, que o autarca garante não estar a funcionar de acordo com o prometido.
"Oficialmente não fui informado. Tive conhecimento da comunicação interna que foi recebida neste Centro de Saúde às cinco da tarde. A partir daí é que nós tivemos conhecimento, oficiosamente, do encerramento", sublinhou à RTP o presidente da Câmara, acrescentando que reagiu "muito mal" à decisão: "A Câmara desde a primeira hora que está ao lado das populações, não aceita este encerramento unilateral e vai continuar a lutar para que este serviço se mantenha nas 24 horas do dia".
T V BARRAL
14FBI 1 year ago