Muito embora tenha contado com nomes de razoável peso na cena musical portuguesa, com os portuenses Mesa e a banda de Tiago Bettencourt, para não falar do já mítico grupo lousadense Alcatrão, a Festa da Juventude realizada este fim-de-semana no Complexo Desportivo primou sobretudo pela fraca adesão popular.
A realização em simultâneo com a Feira do Livro na Praça das Pocinhas não terá ajudado à composição de uma massa de gente própria de um festival no Complexo Desportivo, visto que a concentração popular no centro da vila superou várias vezes a que se deslocou para ver os concertos na periferia de Lousada.
A noite de sábado foi a que logrou cativar mais público, com não mais de trezentas pessoas presentes em simultâneo, ainda que o total de espectadores que passaram pela Festa da Juventude possa ter chegado às quinhentas almas.
Foi a banda com cerca de vinte anos de existência e já consagrada por uma vasta legião de fãs lousadenses e não só, os Alcatrão, que conseguiu com que a audiência mais vibrasse, incitando ao "mosh", com sucesso, e sendo acompanhada de um coro de dezenas de adolescentes que conheciam de cor as letras de vários temas.
Ao Jornal de Lousada, os Alcatrão salientaram que é justamente a dedicação e fidelidade dos seus fãs que lhes dá "força para continuar a ensaiar todas as semanas e prosseguir com os concertos", sendo que o próximo passo da banda passará, segundo o vocalista Eugénio, por "registar para a posteridade todos os temas que entretanto integraram o alinhamento dos concertos da banda".
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