SE VIVÊSSEMOS EM UM PLANETA ONDE NADA JAMAIS MUDASSE, haveria pouca coisa a fazer. Não haveria nada a ser calculado e nenhum ímpeto para a ciência. E se vivêssemos em um mundo imprevisível onde as coisas mudassem ao acaso ou de maneiras muito complexas, não seríamos capazes de calcular nada. Mais uma vez não haveria ciência. Porém, vivemos em um universo limitado, onde as coisas mudam de acordo com padrões, regras, ou podemos chamá-las de leis da natureza. Se eu atirasse uma vareta para o ar, ela cairia. Se o Sol se pusesse no oeste, sempre surgiria na manhã seguinte no leste. Deste modo é possível calcularem-se os fatos. Podemos fazer ciência e com ela melhorar nossas vidas.
Os seres humanos são hábeis no entendimento do mundo. Temos sido sempre. Somos capazes de caçar ou provocar in-cêndios somente porque calculamos como fazê-lo. Houve um tempo anterior à televisão, cinema, rádio e livros. A maior parte da existência humana foi gasta nisso. Sob carvões em brasa se extinguindo em uma fogueira de um acampamento, em uma noite de lua cheia, observamos as estrelas.
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