Maior operação contra o tráfico da história liberta o Complexo do Alemão.
Com apoio das forças armadas, a polícia ocupou as favelas onde se escondiam os bandidos que fugiram da Vila Cruzeiro. Nossos repórteres acompanharam as tropas o tempo inteiro.
A operação deste domingo (28) foi mais uma batalha da guerra iniciada na semana passada contra a maior quadrilha de traficantes do Rio de Janeiro. Com o apoio das forças armadas, a polícia ocupou as favelas onde se escondiam os bandidos que fugiram da Vila Cruzeiro, na última quinta-feira (25). Nossos repórteres acompanharam as tropas o tempo inteiro e contam como foram os tiroteios que atravessaram a madrugada, a preparação para a entrada no conjunto do Alemão e o passo a passo do avanço dos policiais.
Eram quase 22h quando o céu se cobriu de balas traçantes. O ponto foi o local exato escolhido pelo comando da operação para que os bandidos se entregassem.
O coordenador do grupo AfroReggae José Junior tentou intermediar a rendição dos traficantes, mas nenhum deles se entregou.
Nas ruas próximas à subida do morro, todos os moradores eram revistados. Os considerados suspeitos de envolvimento com o criem foram detidos, algemados e levados para a delegacia para averiguação.
Em meio a carros blindados do Exército, uma cena de contraste: uma menina fazia 15 anos no sábado. Vestida de branco, ela passou pela barreira policial.
Na madrugada, mais tiros. A polícia manteve o cerco ao morro e fez rondas sem parar.
O dia raiou com o patrulhamento ainda restrito aos acessos do morro e as ruas quase desertas. Os poucos moradores que saíram circulavam com calma.
Até que o tiroteio recomeçou. Equipes de polícia civis e militares já reuniam em várias esquinas. Tomavam posição para a entrada do morro, aguardavam a ordem para o início da operação.
Num bairro próximo, policiais civis se preparavam para a operação. Em comboio, seguiam para zona de conflito.
Toda ação era mostrada, ao vivo, para o Rio de Janeiro. A repórter Flavia Jannuzi estava numa entrada do complexo, momentos antes da invasão.
A expectativa só aumentava: a tropa de elite da Polícia Civil, carros blindados, PMs e homens do Exército se concentravam numa das entradas do conjunto de favelas do Alemão. O cerco estava feito.
O repórter Paulo Renato Soares acompanhou o começo da ação policial. "Os helicópteros começam a chegar e há tiroteio. Há muitos tiros. Vocês podem ouvir aí. Olha outro helicóptero, Márcio, te interrompendo. Muito baixo, fazendo um voo rasante aqui, passou muito próximo às casas mais altas da favela. Muitos tiros. Os policiais começam a entrar realmente, dá para ver daqui. A gente está vendo o helicóptero dando apoio, acompanhando a entrada dele neste momento. Acabou de entrar. Mais um blindado entrando em direção a Grota, uma das principais entradas pra Grota, no Morro do Alemão.Começou a operação de retomada desse território, Márcio", relatou o repórter no momento.
Nos primeiros minutos da ocupação, os repórteres Eduardo Faustini e Lucas Louis acompanhavam, de um local seguro, um grupo de policiais civis. O avanço dos agentes foi cuidadoso.
A rajada de tiros aconteceu quando o carro blindado da Coordenadoria de Recursos Especiais chegou. Os policiais perceberam o helicóptero Águia da Polícia Civil com atiradores disparando. Apoiado pelo helicóptero, o grupo avançou.
Os policiais não encontraram traficantes pelo caminho e alcançaram o alto do morro, na área do teleférico.
Perto dali, o Bope, Batalhão de Operações Especiais da PM, se concentrava. Os atiradores de elite se preparavam para a segunda etapa da ocupação.
Na entrada da favela, o repórter Edmilson Ávila teve que se proteger por causa de uma troca de tiros.
Quando os primeiros policiais chegam na parte mais alta do morro, já não encontram mais a resistência dos bandidos.
"Nós já entramos, a posição já está conquistada, vencemos, trouxemos a liberdade pra população do Alemão", anunciou a PM.
A fumaça verde, no alto da favela, era a confirmação: a área estava dominada.
Duas horas e meia depois da ocupação policial, Bette Lucchese foi a primeira repórter de TV a entrar ao vivo do alto da favela.
"Nós estamos numa área com muita segurança. Uma área onde os policiais já tomaram conta, podemos dizer, é um marco de toda essa ocupação policial, esse ponto onde nós estamos aqui. Uma região conhecida como Coqueiral. Estamos no alto de uma das favelas do conjunto do Alemão. Nesta área aqui, os traficantes tinham uma visão privilegiada, podiam ver tudo o que acontecia lá embaixo e aqui neste ponto conhecido como Coqueiral está o doutor Ronaldo Oliveira, que é chefe das delegacias especializadas", relatou.
W1TV 10 MINUTES
http://www.w1tv.com.br
@RosenildoJr DAQUI 4 ANOS A COPA VAI SER NO BRASIL DEPOIS DE 64 ANOS E ISSO E FATO E A LIMPEZA QUE A POLICIA ESTA FAZENDO E PRA GARANTIR A FUTURA SEGURANÇA NA COPA DO MUNDO NO BRASIL E NÃO NA CHINA
kleitovysck 1 year ago 14
VEJO ISTO, APENAS COMO MEIO DE NÃO PERDER TURISTAS TANTO NAS OLIMPIADAS, COMO NA COPA DO MUNDO SE QUISESSEM RESOLVER O PROBLEMA, IRIAM NA RAIZ DO PROBLEMA, OU SEJA, CERCARIA NOSSAS FRONTEIRAS...AI SIM DEIXARIA DE ENTRAR CARGAS E MAIS CARGAS DE ARMAS E DROGAS...O RESTO É CONVERSA FIADA.
celsosja 1 year ago 4