Segunda-feira, dia 24 de agosto, completam-se 55 anos do dia dramático em que Getúlio Vargas, com um tiro no próprio coração, deteve o golpe de direita que estava em marcha e que, afinal, viria dez anos depois. A conspiração golpista, liderada pela UDN, sem poder atacar Getúlio, construiu sobre seus auxiliares e familiares a história de um mar de lama.
O atentado que matou o major Rubens Vaz, segurança de Carlos Lacerda, desencadeou uma ação arbitrária de setor militares ligados à direita que subverteram a investigação legal do incidente e a transformaram num atrabiliário inquérito que ficou conhecido como a República do Galeão.
Getúlio jamais obstaculizou qualquer investigação. Aos 72 anos, cercado de auxiliares vacilantes e com fraco apoio militar, sabia que já não teria como resistir aos golpistas pela via política.
Usou, então, uma arma mutio mais potente que o pequeno revólver Smith &Wesson, calibre 32, do qual partiu a bala que feriu de mortalmente seu coração. Usou a própria morte como arma da democracia e saiu da vida para entrar na história.
Sua Carta-Testamento, talvez o mais marcante documento da História do Brasil, é famosa, mas pouco conhecida. Fui achar o áudio de uma leitura dela não aqui, no Brasil, mas nas fonotecas de duas universidades, uma de Caracas, na Venezuela, e outra de Santo Domingo, na república Dominicana.
Silvino Neto faz a locução
adcomi1 11 months ago
A globo sabe que um povo sem memória e sem cultura é muito mais fácil de ser manipulado!
MultiMaquinho 1 year ago