'Todas as mulheres do mundo' é um filme de Domingos de Oliveira com Leila Diniz e Paulo José. Foi lançado em 1966 (mas eu só o descobri agora). Me identifiquei com ele porque fala sobre coisas em que acredito, porque é contado de uma forma inusitada. Influenciado pelo 'Nouvelle vague', movimento contestatário artístico próprio dos anos sessenta, em que os novos cineastas franceses uniram-se por uma vontade comum de transgredir as regras normalmente aceitas para o cinema comercial. Através do meu ócio criativo RIPEI o filme, remixei, reeditei em 10 minutos. Fiz um novo produto. Nossa geração permite isso: alguém cria e outro vai lá e recria. Fazem isso com a música porque não posso fazer com o cinema? Estou do lado da esquerda autoral que acredita que o domínio público serve para garantir a troca de idéias e o futuro da arte e da cultura. Fiz minha versão pra dizer o que quero sobra as coisas que acredito através das já faladas palavras de Domingos de Oliveira. A história continua a mesma, só que contada de forma um pouco diferente. 'Todas as mulheres do mundo' não é só um filme, é uma obra-prima, uma poesia, um tapa na cara, uma declaração de amor, uma comédia carioca, contestador político com discurso sobre a liberdade, retoma lembranças do mistério da vida a dois que todos aqueles que amam ou amaram um dia trazem na memória.
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