Ao luar
Quando, à noite, o Infinito se levanta
A luz do luar, pelos caminhos quedos
Minha tactil intensidade é tanta
Que eu sinto a alma do Cosmos nos meus dedos!
Quebro a custódia dos sentidos tredos
E a minha mão, dona, por fim, de quanta
Grandeza o Orbe estrangula em seus segredos,
Todas as coisas íntimas suplanta!
Penetro, agarro, ausculto, apreendo, invado,
Nos paroxismos da hiperestesia,
O Infinitésimo e o Indeterminado...
Transponho ousadamente o átomo rude
E, transmudado em rutilância fria,
Encho o Espaço com a minha plenitude!
Perfeito!
CrisCatia 10 months ago
Uma das mais belas poesias deste paraibano, que muito me orgulha e que sou fã.
Simplesmente maravilhosa.
Andy85161 1 year ago
perfeito...chorei ao ver....muito obrigado.
EdSartel 2 years ago
Bom, muito bom.
joaojhonj 3 years ago