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Besouro O filme.2009.

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Uploaded by on Sep 10, 2011

Besouro (Ailton Carmo) foi o maior capoeirista de todos os tempos. Um menino que -- ao se identificar com o inseto que ao voar desafia as leis da física -- desafia ele mesmo as leis do preconceito e da opressão. Passado no Recôncavo dos anos 20, Besouro é um filme de aventura, paixão, misticismo e coragem. Uma história imortalizada por gerações, que chega aos cinemas com ação e poesia no cenário deslumbrante do Recôncavo Baiano.

Quando Manoel Henrique Pereira nasceu, não havia nem dez anos que o Brasil tinha sido o último país do mundo a libertar seus escravos.

Naqueles tempos pós-abolição nossos negros continuavam tão alijados da sociedade que muitos deles ainda se questionavam se a liberdade tinha sido, de fato, um bom negócio. Afinal, antes de 1888 eles não eram cidadãos, mas tinham comida e casa para morar. Após a abolição, criou-se um imenso contingente de brasileiros livres, porém desempregados e sem-teto. A maioria sem preparo para trabalhar em outros serviços além daqueles mesmos que já realizavam na época da escravatura. E quase todos ainda sem a plena consciência de sua cidadania. O resultado desse quadro, principalmente nas regiões rurais, onde estavam os engenhos de açúcar e plantações de café, foi o surgimento de um grande contingente de negros libertos que continuavam, mesmo anos após a abolição, submetendo-se aos abusos e desmandos perpetrados por fazendeiros e senhores de engenho.

Assim era sociedade rural brasileira de 1897, ano em que Manoel Henrique Pereira, filho dos ex-escravos João Grosso e Maria Haifa, nasceu na cidade de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano.

Vinte anos depois, Manoel já era muito mais conhecido na cidade como Besouro Mangangá - ou Besouro Cordão de Ouro -, um jovem forte e corajoso, que não sabia ler nem escrever, mas que jogava capoeira como ninguém e não levava desaforo para casa. Como quase todos os negros de Santo Amaro na época, vivia em função das fazendas da região, trabalhando na roça de cana dos engenhos. Mas, ao contrário da maioria, ele não tinha medo dos patrões. E foram justamente os atritos com seus empregadores - e posteriormente com a polícia - que deixaram Besouro conhecido e começaram a escrever a sua imortalidade na cultura negra brasileira.

Há poucos registros oficiais sobre sua trajetória, mas é de se supor que a postura pouco subserviente do capoeirista tenha sido interpretada pelas autoridades da época como uma verdadeira subversão. Não por acaso, constam nas histórias sobre ele episódios de brigas grandiosas com a polícia, nas quais ele sempre se saía melhor, mesmo quando enfrentava as balas de peito aberto. Relatos de fugas espetaculares, muitas vezes inexplicáveis, deram origem a seu principal apelido: Mangangá é uma denominação regional para um tipo de besouro que produz uma dolorosa ferroada. O capoeirista era, portanto, "aquele que batia e depois sumia". E sumia como? Voando, diziam as pessoas...

Histórias como essas, verdadeiras ou não, foram aos poucos construindo a fama de Besouro. Que se tornou um mito - e um símbolo da luta pelo reconhecimento da cultura negra no Brasil - nos anos que se sucederam à sua morte.

Morte que ocorreu, também, num episódio cercado de controvérsias. Sabe-se que ele foi esfaqueado, após uma briga com empregados de uma fazenda. Registros policiais de Santo Amaro indicam que ele foi vítima de uma emboscada preparada pelo filho de um fazendeiro, de quem era desafeto. Já a lenda reza que Besouro só morreu porque foi atingido por uma faca de ticum, madeira nobre e dura, tida no universo das religiões afro-brasileiras como a única capaz de matar um homem de "corpo fechado".

E Besouro, o mito, certamente era um desses.

Category:

Film & Animation

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Top Comments

  • Muito bom filme! Excelente fotografia! Pinceladas artísticas e sintéticas sobre os orixás, como exige o tempo curto de duração da película. Enfoque genial quando oferece caminhos alternativos - com traição/sem traição - Daniel Filho na direção só podia gerar um must! Nas cenas de perseguição e enfrentamentos notei roteiro inspiração no livro Troya Negra, embora não o tenham citado (saga de Ndala e seu povo na formação dos quilombos). O cinema brasileiro maduro expressa-se neste filme.

  • cara se liga na real, é impossível combater uma idéia... se vc crê em cristo, creia, agora é utopia sua imaginar que todos nós pensaremos como vc... temos nossas próprias conclusões, vc é livre nós somos livres, temos liberdade para crêr ou não crer... seja Homem e vá pregar no afeganistão, iraque, síria... países onde certamente será bem recebido e estão loucos pra te conhecer... boa sorte ! e obrigado pela compreensão !

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All Comments (173)

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  • O filme é lindo!Define bem a luta eterna entre o Bem e o Mal.Nós precisamos conhecer e apreciar nossa cultura,a Capoeira é uma expressão dessa cultura que engloba muito mais,a religião,a culinária,o trabalho e a imensa coragem e valentia deste povo que tanto engrandece nosso país.Um absurdo alguns comentários que deveriam ater-se sobre o filme e sobre a história de Besouro,discussões inúteis e sem sentido.Somos todos iguais,não importa a cor da pele nem a religião,tudo que precisamos é respeito.

  • @viniciusabidola

    Então você é um analfabeto funcional, ou é burro da inclusão digital?

  • Excelente, filme uma ótima história de um homem que fez a diferença, mesmo sabendo que na época não existia poderia existir esperança. Tenho orgulho de muitos, que se orgulharão de sua cor. Dentre este existiram outros que fizeram de todos nós iguais! Sempre combaterei o preconceito, e digo amo-os como amo a mim mesmo. Sei que nada paga o sofrimento deste povo, mais vivemos em uma época que podemos nos expressar admirar outros exemplos de vida.

  • @ivoblackful kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    E vc raca q é , qual a sua categoria , sua especie deve ser abaixo dos invertebrados.VERME

  • @rwagnervoso Ainda nao tenho formacao , estou estudando pra isso .E nao curto essa bandas Emo nao , nao gosto dessa modinhas .

    kkkkkkkkkkkkkkk Vc deve ser um babaca mesmo.

  • @viniciusabidola

    Isso mesmo?

    Quem é você?

    E qual é a sua formação?

    Então... Vai discutir as cores preferidas de sua banda EMO.

  • so mesmo brasileiros para falar merda atras de merda por iso tou farto de voces no meu pais. raca de segunda

  • igual a todos os filmes brasileiros, falta muita coisa.

  • @rwagnervoso Nao vc nao ofendeu mesmo , vc simplismente jogou no barro e julgou inferior toda uma cultura e um povo q acredita nela .Agora se vc acha isso correto , quem sou eu pra ficar aqui falando com uma pessoa com conhecimento grande mas com cabeça pequena.

  • @viniciusabidola

    Eu não ofendi!

    Se a carapulsa serviu, faça um excelente aproveito.

    Em relação a respeito, o me vernáculo responde por mim e ao seu responde por você.

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