Besouro, nascido em Santo Amaro da Purificação, deixou seu nome gravado nas rodas de capoeira por esse Brasil inteiro. Metido em política, impunha respeito e temor aos poderosos daquele princípio de século XX na velha Bahia. Sua vida virou lenda. Além de capoeirista, também tocava violão e compunha sambas-de-roda e chulas.
Existe um samba, chamado Canto do Besouro, cujos versos de sua autoria "Quando eu morrer/não quero choro nem vela/ quero uma fita amarela/ gravada com o nome dela" fazem parte do samba conhecido de Noel Rosa, no qual nosso poeta escreveu a segunda parte. Outro refrão deste Canto do Besouro também foi usado por Paulo César Pinheiro em Lapinha (com Baden Powell), onde venceram a Bienal do Samba, imortalizado na voz de Elis Regina, composto sobre refrão de Mestre Besouro Preto. Sim, são do capoeirista os versos "Quando eu morrer me enterrem na Lapinha/Calça-culote, paletó-almofadinha." Assim, sem ter idéia da carreira que iniciava e da grandeza do que iria construir na nossa música, Paulinho adentrava os portais da música e da poesia, aos 16 anos, conduzido pelas mãos de Mangangá.
Desta canção, Paulinho usou o refrão "Quando eu morrer me enterrem na Lapinha, calça-culote, paletó-almofadinha" para o Samba de Roda, ao qual acrescentou oito novos versos. Entraram também no musical mais dez canções, feitas para cada toque do berimbau: Jogo de Dentro, Jogo de Fora, São Bento Grande, Angola Dobrada, Amazonas, Benguela, Barravento, Iúna, Santa Maria e São Bento Pequeno.
Em 2006 foi dado o Prêmio Shell de Teatro por esse trabalho, na categoria Melhor Música e Direção Musical.
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Arquivo: Raíssa Amaral - Piracicaba / SP - Brasil
@silviopqueiroz Verdade!
Obrigado e um abraço, Raíssa Amaral!
FelipeBianchiVideos 5 months ago
Muito bom!
huoppp 7 months ago
RAÍSSA, ALÉM DO MARAVILHOSO VÍDEO, PARABÉNS POR SEU IMPORTANTE TEXTO! VOCÊ, CADA VEZ MAIS, DEDICA PARTE DE SUA JUVENTUDE À BELEZA DA MÚSICA BRASILEIRA.
GRANDE ABRAÇO!
silviopqueiroz 7 months ago