A LOUCURA DO PROFETA
Balaão é qualificado pelo autor Bíblico como profeta de Deus. Embora sua origem não seja posta em evidencia, deve ter alguma relação étnica com os semitas da época de Moises. Vivia em Petor, uma região do sul da mesopotâmia que naquela ocasião estava ocupada pelos Midianitas. Seu ministério ao serviço do Senhor gozava de tal prestígio que todos reconheciam o poder existente nas suas decisões. Nesse ambiente sua religiosidade podia ser comparada como a flor de lótus a qual floresce no meio do lodo. No entanto, Balaão cujo nome em hebraico significa devorador, quando posto à prova não demonstrou a fé inabalável no Deus eterno. O inimigo de Deus utilizou o que tem de melhor para atrair aos escolhidos; a riqueza. Conhecedor profundo da natureza humana, Satanás sabe quão forte e irresistível é o magnetismo da riqueza para fazer que um eleito do Senhor saia do caminho da fidelidade e enverede pelos meandros turbilhonados da contaminação e apostasia. Balaão demonstrou estar insatisfeito com os bens materiais que possuía e, atender ao pedido do rei Balaque para amaldiçoar ao povo de Israel, seria uma oportunidade tal vez única de haver com mais riquezas. Balaão falava com Deus, talvez face a face na mesma condição dos mui dignos profetas de Israel. No entanto agora, a sua fraqueza é exposta aos olhos do Onipotente que o adverte do perigo e das conseqüências. Na intimidade da sua consciência, Balaão está decidido a trocar as bênçãos e promessas de vida eterna pelo favor material e conforto temporário que proporciona a riqueza. Como pode ser definida essa atitude? Humanamente podemos defini-la como: infidelidade a Deus; uma expressa manifestação de fé aparente; clara presunção de religiosidade vazia; ou apostasia evidente. Mas, reunindo todos os apelativos, a atitude de Balaão foi um ato de loucura. Não há como deixar de qualificar esse procedimento como um ato louco; a loucura se define como um estado que priva ao homem de razão; uma condição de mente desvairada; atitude executada sem juízo; tendência dominadas por uma paixão ou desejo. A história de Balaão é dramática e gera lamento pelo seu final; mas a lição extraída deve ser uma continua advertência para os que fazem parte do povo do Senhor.
Paz, alegria e Bênçãos em Nome do Eterno Criador!
wfalei 1 year ago