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Pinto do Monteiro, o famoso repentista aos 82 anos

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Uploaded by on Nov 24, 2007

Trecho do documentário "Nordeste: Cordel, Repente E Canção (produção de Tânia Quaresma, 1975)" onde mostra um depoimento do famoso repentista Pinto do Monteiro. Este vídeo tem apenas a intenção de divulgação do artista e mostrar umas das artes do nordeste: o Repente.

Depoimento de
Ivanildo Vila Nova*

Esse depoimento vai contrariar muita gente que jura, por tudo que é santo, que tive grandes embates com o famoso Pinto do Monteiro. A primeira lembrança que tenho do grande poeta repentista é de quando passava, quase todas as manhãs, justamente pelo local onde ele morou muito tempo, em Caruaru, na Rua São Roque, quartinho dos fundos de um enchimento pertencente a um amigo de meu pai e padrinho meu, chamado Epaminondas.

Pela diferença de idade, quando me profissionalizei na cantoria, Pinto praticamente ia em busca do ocaso, como trabalhador da viola. Mesmo assim registro quatro passagens entre nós. A 1a delas, uma cantoria no Restaurante Bebedouro, em Caruaru, com ele e José Soares do Nascimento, cada um cantando sua queda, com Pinto concluindo:

Eu fui como cascavel
Todos tinham medo dela
Hoje qualquer um me pega
Me amarra, me desmantela
Que onça depois de morta
Qualquer um briga com ela

Nos anos 70, durante uma excursão de vários poetas por cidades do Ceará, abrindo um pouco minha parceria, na época com Dimas Batista, cantei um pequeno baião em sextilhas com Severino Pinto. Depois de um dos torneios de Olinda, novamente cantamos uma outra pequena baionada para Giusepe Baccaro e Bajado, no "Teatro de Arena da Casa das Crianças". Finalmente assisti-o fazendo uma apresentação em Monteiro/PB, para Ronaldo Cunha Lima, cantando com Odilon Calumbí, e desabafando suas mágoas com a bela estrofe:

Se ninguém envelhecesse
Eu não estava aonde estou
Velho, doente, acabado
Sem saber pra onde vou
Toda alegria que tinha
Veio o tempo e carregou.

Considero Pinto tão importante, para a cantoria na sua época, como foi um Luiz Gonzaga para a música popular nordestina.

(*Ivanildo Vila Nova é Repentista)
fonte: http://www.nordesterural.com.br/nordesterural/matler.asp?newsId=180

Category:

Music

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  • De Pinto do Monteiro: Esta palavra saudade conheço desde criança saudade de amor ausente não é saudade (é lembrança) saudade só é saudade quando morre a esperança Aonde eu chego, não vi Mal que não desapareça Raposa que não se esconda Bravo que não me obedeça Letrado que não me escute Cantor que não endoideça
  • Saudade é ver êste video (desculpe meu Português). Ouvi o Pinto cantar com José Catete numa festa em Tuparetama (ano 1974). Era um grande poeta.

  • Numa cantoria com Pinto na casa de Zé Piralha em São José do Egito, Zé Catôta cantou:

    Uma vez vi três crianças

    Todas três em uma horta

    Gritando numa só voz

    Por favor abra esta porta

    Pois lá dentro se encontrava

    A mãe das crianças, morta

  • Pinto do monteiro disse

    "poeta é um passarinho,que quando ta na cadeia,sua pena fica feia,sente saudade do ninho,do calor do filhotinho da fonte da imensidade, se como deixa a metdad e da ração que o dono bota se canta esqueçe da nota da canção da liberdade."

  • Boniiiito, poeta!

  • vai durmi um poko tio ;d

  • Meu caro, este vídeo para quem não conhece o Pinto do Monteiro, parece um tanto bizarro. Mas, acredite, este vídeo é um dos mais importantes já publicados no youtube e você teve a oportunidade de vê-lo.

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All Comments (25)

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  • Olá Josenildo. Bom dia! Gostei do tu se cala, tu se senta e tu não fala.

    conhecí Pinto, Lourival, Zé Lulu, Zé Catota,

    e cantei com todos eles.

    Foram bons, mas agora artualmente, seria muito difícil pra eles brilharem. concorda? Amigo, o que temos no sertão, é um monte de bajuladores.

    Porque não zelaram eles em vida.

    Eles nada deixaram à família, só pobreza e esses falsos elogios. Assina Gilberto Cavalcante. O poeta que Sje, não valorizou,

    As grandes cidades me querem.

  • deixa de ser besta , tu nao sabe de nada ,quando pinto canta, tu se senta, tu se cala ,se for pra falar besteira é melhor tu sem fala.

  • Olá pessoal, não precisa nem que eu me identifique.

    porque , para gerar uma polêmica ou uma crítica lógica, as palavras

    já o identifica. Na verdade os batistas, os pintos e demais violeiros foram bons,

    mas houve mais farofa do que carne. eles faziam uma estrofe hoje e passavam

    um ano recitando, eram também por muitas vezes já decorados. São versos que se pode enumerar. Falemos nos grandes. Diniz Vitorino, Ivanildo vila. E vários poetas de praia fazem dezenas diários. NÃO SÃO PINTOS.

  • Meus profunds respeitos a memória dos homens bravos do sertão. Vi um documentário sobre Pinto agora na TV Brasil. Fiquei fascinado. A natureza moldou o Nordestino na beleza e na poesia.

    Saudações, desde Baixa Grande, Bahia.

  • Quem dera ter tido a oportunidade de apreciar ao vivo a cultura popular em pessoa...com toda a sua simplicidade que fez de Pinto do Monteiro uma lenda no meio do repente, e que mesmo nos dias atuais ainda serve de inspiração pra muitos que sonham trilhar no caminho da cantoria. Viva Pinto do Monteiro!!!

  • Ê bRASIL...!

  • verdadeira cultura popular.gostei muito...

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