De todos os sentidos, a audição é o único que não pode ser controlado. Podemos fechar os olhos, fechar a boca, não tocar, conter a respiração, mas não podemos não ouvir.
A palavra invade o organismo alheio, transportando freqüências sonoras dotadas de significação. O corpo é contaminado, invadido pelas idéias das palavras.
Aí surgem Os Invasores, como mensageiros a transportar, em particular, cada pessoa ao mundo de segredos íntimos, recheados de fantasias e sonhos.
É uma experiência sensorial para quem a recebe, pois à luz de seus olhos o teatro de sombras transforma em imagem o que o poema deseja transmitir enquanto em um dos ouvidos, a pessoa, através de um instrumento acústico, escuta o poema, tudo isso embalado por uma suave melodia que ambienta o momento.
Dessa forma intimista, a pessoa, nesses rápidos minutos, paira sobre suas emoções como se ficasse em suspensão, fora da loucura cotidiana, conectada totalmente aos seus sentimentos.
Em um mundo globalizado, onde tudo é destinado às grandes massas, Os Invasores resgatam e valorizam o ponto de vista e a peculiaridade de cada ser humano individualmente.
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