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"Χρεοκρατία" (Dividocracia), em Português

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Uploaded by on Jun 17, 2011

Na Internet, toda a gente fala do documentário sobre a crise grega preparado pelos jornalistas Katerina Kitidi e Aris Hatzistefanou e que tem por título "Debtocracy". Rodado com dinheiro próprio e com donativos de alguns amigos, o filme tem exibição gratuita em http://www.debtocracy.gr. Em menos de dez dias, foi visto por 600 mil utilizadores. Todos os dias, defensores e adversários do documentário apresentam os respetivos pontos de vista no Facebook, no Twitter e em blogues.

Os principais atores do documentário (cerca de 200 pessoas) assinam um pedido de criação de uma comissão internacional de auditoria, que teria por missão especificar os motivos da acumulação da dívida soberana e condenar os responsáveis. No caso vertente, a Grécia tem direito a recusar o reembolso da sua "dívida injustificada", ou seja, da dívida criada através de atos de corrupção contra o interesse da sociedade.

"Debtocracy" é uma ação política. Apresenta um ponto de vista sobre a análise dos acontecimentos que arrastaram a Grécia para uma situação preocupante. As opiniões vão todas no mesmo sentido, sem contraponto. Foi essa a opção dos autores, que apresentam a sua maneira de ver as coisas, logo nos primeiros minutos: "Em cerca de 40 anos, dois partidos, três famílias políticas e alguns grandes patrões levaram a Grécia à falência. Deixaram de pagar aos cidadãos para salvar os credores".
Os "cúmplices" da falência perderam o direito à palavra.

Os autores do documentário não dão a palavra àqueles que consideram "cúmplices" da falência. Os primeiros-ministros e ministros das Finanças gregos dos últimos dez anos são apresentados como elos de uma cadeia de cúmplices que arrastaram o país para o abismo.

O diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, que se apresentou aos gregos como o médico do país, é comparado ao ditador Georges Papadopoulos [primeiro-ministro sob o regime dos coronéis, de 1967 a 1974]. O paralelo é estabelecido com uma facilidade notável desde o início do documentário mas não é dado ao personagem relevante (DSK) o direito a usar da palavra.

À pergunta "Porque não fazer intervir as pessoas apontadas a dedo", um dos autores, Kateina Kitidi, responde que se trata de "uma pergunta que deve ser feita a muitos órgãos de comunicação que, nos últimos tempos, difundem permanentemente um único ponto de vista sobre a situação. Nós consideramos que estamos a apresentar uma abordagem diferente, que faz falta há muito tempo". O público garante a independência do filme.

Para o seu colega Aris Hatzistefanou, o que conta é a independência do documentário. "Não tínhamos outra hipótese", explica. "Para evitar as limitações quanto ao conteúdo do filme, que as empresas [de produção], as instituições ou os partidos teriam imposto, apelámos ao público para garantir as despesas de produção. Portanto, o documentário pertence aos nossos 'produtores associados', que fizeram donativos na Internet e é por isso que não há problemas de direitos. De qualquer modo, o nosso objetivo é difundi-lo o mais amplamente possível."

O documentário utiliza os exemplos do Equador e da Argentina para suportar o argumento segundo o qual o relatório de uma comissão de auditoria pode ser utilizado como instrumento de negociação, para eliminar uma parte da dívida e do congelamento dos salários e pensões de reforma.

"Tentamos pegar em exemplos de países como a Argentina e o Equador, que disseram não ao FMI e aos credores estrangeiros que, ainda que parcialmente, puseram de joelhos os cidadãos. Para tal, falámos com as pessoas que realizaram uma auditoria no Equador e provaram que uma grande parte da dívida era ilegal", acrescenta Katerina Kitidi. Contudo, "Debtocracy" evita sublinhar algumas diferenças de peso e evidentes entre o Equador e a Grécia. Entre elas, o facto de o Equador ter petróleo.

Fonte original do vídeo:
http://www.debtocracy.gr

Fonte da matéria utilizada para esta descrição:
http://www.presseurop.eu/pt/content/article/618481-debtocracy-o-julgamento-da...

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Top Comments

  • thumbs up se ficaste com vontade de fazer uma comissão de auditoria em Portugal

  • o interessante do vídeo, para mim, é ajudar a perceber como elas são criadas...

    os cidadãos comuns quase nunca beneficiam com esses empréstimos ...mas são eles que os pagam com sangue suor e lágrimas enquanto que os que os pediram estão na maior... ex:os nossos submarinos: para que servem e pior ... quem paga o seu preço e as luvas somos nós, pessoas comuns, num país que até nem está em guerra.

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All Comments (52)

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  • @wtfcludi Reflete no que escreves-te! O comunismo quer tudo por igual como os direitos, ordenados, etc... As politicas de esquerda verdadeiras defendem a classe trabalhadora nao a propria classe politica como vê-mos hoje em dia que quem tem dinheiro aqui em portugal faz o que quer e apetece.

    Imagina a politica de esquerda verdadeira aqui em portugal como uma planicie onde é tudo igual e agora imagina a politica destes ultimos anos como um terreno montanhosos onde nada é igual.

  • O Sócrates quis gerir a divida e nao endividar-nos com empréstimos como este merdas do piços coelho faz... está a fazer precisamente o contrario do que prometeu. O Sócrates pra tentar remediar a falta de emprego e a crise em Portugal investiu na nossa formaçao/educaçao renumerada o que era excelente pra quem nao tinha emprego e para quem queria aumentar as suas competência.

    No nosso país só resta uma soluçao antes que esta merda piore... TODOS JUNTOS, TODOS A RUA E NOVA ***REVOLUÇAO***

  • @wtfcludi Você não percebeu a verdadeira origem do problema!

    A Máquina do Estado de Bem Estar Social demanda recursos altos, de fato! Mas o retorno à população é valido e concreto! Não é a toa que a estes custos que alguns países ostentam as melhores condições de vida e índices de desenvolvimento humano do mundo!

    Mas estes gastos são ínfimos se comparados àqueles que cedem à pressão capitalista!

    Basta ver o vídeo novamente, mas agora com a mente aberta e sem ideias pré-estabelecidas! Boa sorte!

  • Culpados -> Comunistas /socialistas que com seu populismo barato em troca de compra de votos, fez a grecia toda funcionarios públicos..Meia duzia de arbustos precisava de 10 jardineiros na prefeitura. Comprando o povo com BENEFICIOS, e comprando os mais instruidos com cargos publicos...vejo o brazil seguindo o mesmo rumo e só não quebrou ainda, pq tem a taxa de imposto mais alta do mundo...o país vai bem, mas o povo está na merda absoluta....Se parar com o populismo, acabam metade dos problemas

  • Eu entend e aceit tdo o q foi expost aqui

    A questão agra é cmo sair disto

    Ñ intressa quem tve a culpa,quem fz,cmo fez etc! Iss ñ serve d nada,nem msmo auditorias a comprovar q a divida ñ exist e nem é real

    Porquê?

    Prq msmo q provemos q temos razão,els têm o dinheiro e ou jogamos o seu jogo ou fecham a torneira d guito...e dpois?comemos a razão?Comemos os culpados?

    Els sabem iss...estes FDP fazem politica para daqui a 50 anos,eles sabiam e previram isto em 1970.

  • @kriptonis eu amo Portugal mas isso não me impede de ser crítia em relação às prioridades em Portugal: a corrupção acima do interesse de todo um povo.

    sim, eu AINDA tenho internet. a miséria de que falo não posso explicar melhor mas mais tarde ou mais cedo o senhor a conhecerá: e é muita.

    sim, em todos os países existem centenas de questões a tratar: o que questiono em Portugal é que estas decisões não são a bem de um povo mas sim a bem dos bolsos de alguns.

  • @marialusitana1 Bem, já esgotei os meus argumentos, não tenho mais a dizer. Governar um país não pode ser um acto absoluto. Existem centenas de questões que tem que ser tratadas. Não se pode pensar na defesa da costa apenas quando não houver pobreza. Mas quero apontar que Portugal não deixa de ser um país fenomenal, onde mesmo no meio da miséria, como diz, há lugar para um computador e uma ligação à Internet. Portugal não é tudo mau. Não podemos disparar para todos os lados.

  • @kriptonis a UE já está a executar o ultimato: obrigando portugal a comprar submarinos à alemanha (fora as luvas) quando o povo português está na miséria...

    talvez o sr trabalhe num desses... mas eu trabalho no meio da miséria que não é admissível num pais que tem subsmarinos....

  • @marialusitana1 Pois, e para agravar a situação, parte da nossa ZEE é disputada por Espanha. Se começar a juntar os pontos, é fácil ver que se Portugal não trata de defender a sua zona económica devidamente, podemos perde-la para outras nações. A UE se entender que não conseguimos dar "conta do recado" pode muito bem fazer um ultimato. Aliás, desde que não seja ao Reino Unido ou Alemanha, o que eles gostam é de fazer ultimatos.

    No entanto, contrabando não é (só) droga.

  • @kriptonis estranho que não haja memória trabalho no campo que refere...

    todas as grandes caças à droga em portugal são feitas com base em informações de espanha...

    somos conhecidos como o país de entrada de droga na europa e contrabando.

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