[CarlosRocha] A Igreja Católica e o marxismo

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Uploaded by on Jan 22, 2012

Neste vídeo, discorro a respeito da ideologia libertadora proposta por Karl Marx em meados do século XIX e introduzido na Igreja Católica na década de 1960 pelo frei franciscano Leonardo Boff. Entendi ser importante divulgar para os jovens filiados ao socialismo, que não tiveram a oportunidade de conhecer uma "outra Igreja Católica", a dos pobres, a dos sem terra. Mesmo eu sendo ateu, apoio os grupos progressistas que estão inseridos dentro da IC de forma incondicional. Qualquer instituição que pregue o socialismo/comunismo como UMA OUTRA POSSIBILIDADE DE VIDA, tem todo o meu apoio!

Minha página no Facebook:
http://www.facebook.com/carloseduardovalimrocha

Meu site pessoal:
http://carloserocha.internetsite.com.br

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  • Amigo, entendo seu ponto de vista, mas discordo. Não aprovo uma igreja - ou qualquer outro movimento de ideologias dogmáticas, tradicionais - ao tentar difundir um experimento de justiça social, ainda mais tendo por base justificativas irracionais, falaciosas, tais como são as motivações religiosas.

    Trata-se de uma tentativa de reinterpretação dos sangrentos ditames do cristianismo, sob um prisma assistencialista, populista, filantrópico, para melhorar a imagem corrupta do Cristianismo.

  • @daviviveiros

    A "Teologia da Libertação" não é filantropia! Outra: na perspectiva desta teologia, Jesus e Marx são considerados revolucionários. Separa-se o Jesus "histórico" que todos sabemos que existiu, do Jesus "messiânico". Agora, você tem o direito de discordar e eu de concordar e apoiar o marxismo dentro do catolicismo, afinal, vivemos em uma pseudo "democracia". (rs)

  • @carlosrocha061180 Se ajudar aos pobres sem finalidades lucrativas objetivas, talvez eu deva rever meus conceitos sobre filantropia. Não se trata de uma ideologia de "ajudar ao próximo pelo bem de fazer o bem"?

    "Jesus histórico"? Não sei de nenhuma evidência irrefutável que comprova a existência do mesmo, o que deixa margem para diversas citações dúbias e controvérsias, sendo inconclusivo afirmar com certeza absoluta de sua existência ou inexistência, ficando a cargo de cada um crer ou não.

  • @daviviveiros

    Entendo seu ponto de vista e respeito!

  • @daviviveiros

    Este vídeo vai incomodar muitos! Ateus de direita, bem como cristãos de direita. Mas eu não posso deixar de mostrar OS FATOS, ou seja, que dentro da IC há pessoas comprometidas para com a LIBERTAÇÃO DOS POBRES. Não se trata, de modo algum, de filantropia! Visite o acampamento do MST "Irmã Albertina", no extremo oeste da cidade de São Paulo, e veja como este movimento é importante.

  • @daviviveiros

    Os freis Leonardo Boff e Dom Helder Câmara lutaram MUITO CONTRA A DITADURA MILITAR! A Igreja Católica de hoje é outra, mais conservadora, ou porque não dizer, reacionária! Mas nem sempre foi assim!

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All Comments (32)

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  • @daviviveiros Provamos melhor e com mais confiabilidade a existência de Getúlio ou de Hitler porque estão mais próximos de nós no tempo, na temporalidade. Como eu disse antes, a história (e todas as demais ciências sociais/humanidades) não são ciências exatas! ADOREI a nossa discussão: útil, produtiva e de bom nível. Obrigado! Um grande abraço!

  • @daviviveiros Assumimos erros e riscos, pois não trabalhamos com VERDADE ABSOLUTA. O que foi verdade no século XX pode não ser no século XXI, sem problemas... Existe o REAL, a REALIDADE e as verdades são as reconstruções factíveis que realizamos desta realidade!

  • @daviviveiros Talvez este nível de detalhamento jamais seja alcançado (tanta precisão) no caso de personagens e eventos tão antigos... História é ciência social, ciência humana (humanidades), não ciência exata, física ou biológica. Lidamos bem com uma relatividade mais ampla e uma margem de erro maior.

  • @daviviveiros Não é assim que as coisas funcionam no campo da História e da Historiografia e nem tampouco, até onde eu sei, nas demais ciências sociais. Realmente são concepções diferentes do campo das ciências e da cientificidade. Temos provas concretas e grandes indícios de personagens e eventos mais recentes, mas estes vão rareando conforme a cronologia avança. Quanto mais longe no tempo, menos indícios...Isto não nos leva a confundir lenda e fábula com história...

  • @daviviveiros

    Realmente Popper não é um dos autores mais conhecidos e nem mais

    utilizados na historiografia (pelo menos a brasileira). Não

    acreditamos em VERDADE no singular, absoluta, logo, não há esta

    necessidade de procurá-la. Realmente estamos falando em patamares

    muito diferentes em relação às ciências. Especificamente sobre a História até que,

    modestamente, possuo alguma experiência. Um grande abraço!

  • @Lucappellano É óbvio que essas formulações de hipóteses possuem limites: É claro que Hitler existiu mesmo, Getúlio Vargas existiu mesmo. Esses últimos podemos provar, porque em algum momento foi possível determinar a massa e a extensão exata de seus corpos na natureza, assim como um triângulo é sempre triângulo. Não recorrendo a medidas matemáticas muito precisas, nutrimos sempre a dúvida eterna: "Será que foi assim mesmo? Ou não??"

    Obrigado pelo debate, pude aprender bastante, abraço!

  • @Lucappellano Considerando todas essas hipóteses - ainda que muitas delas pareçam absurdas - existe sempre uma chance - ainda que quase desprezível - de que algum achado ou registro descoberto coloque tudo em dúvida e nos force a remontar a história toda outra vez. E aí, aquilo que foi provado, não era então prova (sentido matemático, físico, filosófico) , mas sim uma forte evidência que fora refutada e substituída por uma nova.

  • @Lucappellano É provável que todos esses que tem muitos indícios tenham realmente existido - como Jesus - mas seguem as dúvidas: Local exato de nascimento e morte, feitos exatos durante a vida, discursos realmente proferidos e até mesmo, se foi uma pessoa só ou houve um outro com mesmo nome, que tenha vivido na mesma época ou até homônimos de diferentes épocas, ainda que próximas.

  • @Lucappellano Com isto, eu quero dizer que, ponho em dúvida a existência tanto de figuras que possuem muitos indícios - ou registros históricos - como Cleópatra, Guan Yu, Julio César e o próprio Jesus assim como aqueles, digamos assim, inverossímeis, como Robin Hood e Rei Arthur. Não afirmo que um ou outro existiu; Vejo grandes chances na existência dos que tem mais indícios, mas não consigo uma certeza - prova derradeira - que eles de fato existiram, fizeram o que falam, na época exata.

  • @Lucappellano Entendi seu ponto de vista. Notei que a causa da divergência de pensamentos foi a adoção de diferentes critérios para o sentido de ciência. No meu caso, estou adotando o conceito Popperiano que emprega o Falsificacionismo para elucidar verdades universais - comuns à razão humana - através do teste de hipóteses para gerar evidências, sendo que as mesmas são sustentadas até que sejam falseadas por outras melhores. Neste sentido, conceito de prova, fica bastante limitado.

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