BRAHMACAKRA - O CICLO CÓSMICO - PARTE II - V1.0

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Uploaded by on Jan 27, 2007

Brahmacakra é um modelo cosmológico proposto por Prabhát R. Sarkar que sintetiza o pensamento mítico e científico sobre a criação do universo, a evolução da vida, a mente e o espírito humano.
"Foi explicado no capítulo anterior que o Ser Único é a causa primordial de todas as diversidades, ou seja, a essência de todas as diversidades físicas e metafísicas é o Ser Supremo -- a causa "nomenal" deste mundo fenomenal. São cinco os fatores fundamentais que compõem este mundo fenomenal, quais sejam: ks'iti (sólido), ap (líquido), tejas (luminoso), marut (aéreo) e vyoma (etéreo). O processo de transformação, ou metamorfose, do Ser Único nesses fatores é denominado de saincara (ou sam'krama).
Saincara (ou sam'krama) é um processo analítico. Nesse movimento analítico, a Entidade Macrocósmica infinita (Niratishaya) é transformada em inumeráveis entidades finitas (sátishaya). A contraparte suprema que testemunha todas essas entidades finitas é a mesma entidade que testemunha o Macrocosmo.
A Subjetividade Suprema é a causa primordial de todas essas manifestações objetivas, e como entidade testemunhal, é o múltiplo de todas as multiplicidades. O movimento dessas multiplicidades em direção ao múltiplo Supremo é o processo de pratisaincara. Esse pratisaincara é um movimento sintético, ou seja, é de natureza introversiva -- em direção ao centro. O seu movimento é do estado denso para o sutil, tendo como ponto culminante Purus'ottama. Esse fluxo de pratisaincara não é simplesmente o movimento reverso de saincara, porque, se assim o fosse, saincara e pratisaincara entrariam em conflito e perturbariam o equilíbrio do espírito criativo.
O princípio estático (ou tamogun'a) cria uma espécie de pressão externa, que resulta na criação das forças centrípeta e centrífuga. Essas forças beligerantes -- uma centrípeta e outra centrífuga -- criam uma resultante centrípeta ou centrífuga, dentro ou fora da estrutura física. Sempre que a força centrípeta resultante predomina, a firmeza estrutural do corpo físico é mantida apropriadamente. As forças centrípetas coordenadas são conhecidas como prán'áh.
Essa energia vital é uma força cega. Cega no sentido de que é destituída de intelecto, porque sua causa primordial é a força estática. Entretanto, a energia vital não é o único efeito provocado pela constante luta entre as forças centrípeta e centrífuga. A energia vital é a resultante da força centrípeta, porém, sempre que, em conseqüência dos choques, uma porção ou várias porções do corpo físico se desintegrarem, ou seja, transformarem-se em fatores sutis -- mais sutis do que todos os cinco fatores físicos fundamentais -- o efeito será conhecido como "mente individual" ou "microcosmo". Concluímos que, na estrutura unitária, a mente é uma reação química dos choques físicos, entretanto, esse corpo físico é uma criação da Mente Cósmica. No que diz respeito às suas propriedades, a mente individual não tem nenhuma diferença em relação à Mente Cósmica. Ambas possuem valor intelectual e suprafísico. Essa mente individual, com seu intelecto, controla as atividades físicas do prán'áh cego da estrutura unitária.
A matéria é a manifestação mais densa de citta, que, por sua vez, é um aspecto metamorfoseado da Consciência Cósmica. As duas manifestações mais sutis da Consciência Cósmica, Mahattattva e Aham'tattva, estão em estado latente dentro da estrutura de citta. Assim, no caso dos seres unitários, a mente primitiva criada não é nem um pouco mais sutil do que citta. Quer dizer, na mente das criaturas e das plantas pouco desenvolvidas, a maior porção é constituída de citta. O ego não surge na primeira etapa de formação da mente, portanto nessas circunstâncias a força cega, prán'áh, não pode tornar a estrutura física ativada [com movimentos]. Após a expressão do ego, num estágio avançado da evolução psíquica, esse ego (aham'tattva) e o sentimento do "eu" puro (mahattattva) são criados; e, com a ajuda desses estágios mais sutis da mente, ou seja, com a ajuda da mente intelectual, a força cega, prán'áh, é controlada apropriadamente. Assim, o prán'áh e a mente trabalham em cooperação mútua para manter a coesão da estrutura nessa jornada divina de pratisaincara. Nesse aspecto reside a peculiaridade da filosofia da Ánanda Márga em relação às outras: explicar através de uma teoria analítica e lógica que a mente é uma criação da matéria." P.R.SARKAR (IDÉIA E IDEOLOGIA - 1959)

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  • Vou assistir várias vezes para entender bem. Amo Yoga.E tudo que fala do espírito. Muito obrigada!Ivonete

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