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PRESO 2 VEREADORES EM DUQUE DE CAXIAS

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Uploaded by on Dec 21, 2010

RIO - A Polícia Civil realizou na manhã desta terça-feira a operação Capa Preta para desmantelar a mais antiga e bem estruturada milícia com atuação nos bairros de Gramacho, Pantanal e São Bento, em Duque de Caxias. Até o momento, dezesseis pessoas foram presas, entre elas os vereadores Jonas Gonçalves da Silva - vulgo Jonas é Nós, que também é soldado reformado da PM - e Sebastião Ferreira da Silva, o Chiquinho Grandão. Eles foram detidos em suas casas.

Entre os acusados, há também 13 policiais militares da ativa, cinco ex-policiais militares, um comissário de Polícia Civil, um sargento do Exército e um fuzileiro naval. Eles respondem pela pratica sistemática de crimes como extorsão, esbulho possessório, homicídios, tortura e ameaças.

No total, os agentes buscam cumprir 34 mandados de prisão e 54 mandados de busca e apreensão. Cerca de 200 policiais de várias especializadas continuam as buscas para localizar os outros 22 indiciados que tiveram a prisão decretada nas investigações. A Corregedoria da PM também participa da ação.

O nome da operação é uma referência ao político Tenório Cavalcanti, que aterrorizava seus adversários e inimigos com a submetralhadora chamada de Lurdinha. O Homem da Capa Preta marcou época nas páginas policiais por desafiar políticos e militares.

Quadrilha praticava diversos crimes em Caxias

As investigações foram feitas pela Delegacia de às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO/IE) e demonstram que os investigados compõem uma milícia que atua nos bairros de Gramacho, São Bento, Lote XV, Parque Fluminense, Parque Muisa, Pantanal, Vila Rosário e Parque Suécia, todos situados em Caxias, desde meados de 2007.

A quadrilha exigia de moradores e comerciantes o pagamento de taxas de proteção. Eles também monopolizam a venda de cestas básicas; realizam a venda de armas de fogo para criminosos - inclusive para traficantes do Complexo do Alemão-; e praticam tráfico de influência. Além disso, o grupo é acusado de agiotagem, esbulho de propriedades e parcelamento irregular do solo urbano. Eles ainda exploram a distribuição ilícita de sinal de TV a cabo e internet, vendem combustíveis de origem suspeita, botijões de gás de cozinha (GLP), e controlam a prestação de serviços de transporte coletivo alternativo (vans e moto-taxis) e o uso de caça-níqueis e outros jogos de azar.

As ações da quadrilha são cruéis e envolvem a prática de homicídios coletivos, ocultação e destruição de cadáveres, torturas, lesões corporais graves, extorsões, ameaças, constrangimentos ilegais e injúrias.

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