"Oração pelo Poema". XXIX. Alberto da Cunha Melo

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Uploaded by on May 22, 2011

XXIX

O teu filho distanciado
da própria época não sabe
se é ontem ou se é amanhã,
qual o tempo que é, e que perde.

Julga às vezes pronunciar
a oração que foi omitida.
Mas desde quando o berro humano
te chama, entre pilhas enormes?

A Torre de Babel, de livros,
precipitada sobre a úmida
terra dos grandes alagados,
onde os homens baixo morreram.

Meu desespero submisso
parte a coleira de repente:
Dá-me a força de dominá-lo
ainda, pela última vez.

É o dedo inútil me acusando
diante de ti, que me conheces.
Pobre Terra, forca florida,
razão de ser e de chorar.

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