A história do Tubarão começa entre 1978 e 1979, na cidade de Tubarão, SC. Os irmãos adolescentes Paulo (Juca) e André (Deca) May e o baterista Murilo Gelosa formam uma banda de Rock..n..Roll prá se divertir e colocam o nome de Ratones. O objetivo era um só: "curtir a vida pegando onda e tocando rock..n..roll". As influências, todas dos anos 70, eram muitas: Rolling Stones, Lynyrd Skynyrd, Status Quo, Dr. Feelgood, Bad Company, ACDC, etc. Em 1983, ainda como Ratones, e com Beto Chede na bateria, lançam um disco independente, com músicas em inglês. Em 1984, com o renascimento do rock nacional, mudam o nome para Tubarão, assinam contrato com a RCA e lançam algumas músicas de sucesso, como "Só Dá Você", "Baby Apareça", "Feitiço" e "História de Amor", esta regravada pelos Fevers no ano seguinte. Fizeram indiscutivelmente um dos melhores shows nas duas edições do Rock Laguna (famoso festival em SC nos anos 80) que também contava com "medalhões" da música brazuca como: Tim Maia, Lobão, Kid Abelha, Titãs, Camisa de Vênus, Ultraje a Rigor, Engenheiros do Havaí entre outros. Em 1988, gravam algumas músicas para o lançamento do disco "Tubarão e Expresso", um projeto independente, onde um lado do disco era dividido com a banda Expresso (ex Expresso Rural). Em seguida passam a fazer parte do grupo o guitarrista Murilo Valente (ex Decalcomania) e o tecladista Carlos Trilha que mais tarde produziu a Legião Urbana e Renato Russo em carreira solo. As músicas "Vício do Amor" e "Vou Conquistar Seu Coração" , um rock de três acordes baseado no riff clássico de "Wipe Out" dos "The Surfaris", passam também a serem as músicas mais conhecidas e tocadas do grupo, completam o LP as músicas "Jogo de Prazer", "Desejo" e "Onde estão os Sonhos". Em 1989, o Tubarão lança nacionalmente pela BMG-Ariola um LP homônimo que trazia as músicas "Pó", sobre um viciado em cocaína, "Black Suzete", a saga de um travesti com AIDS, "Babaca", "Vou Conquistar Seu Coração" e a balada "Fim de Festa". Esse foi definitivamente o disco mais pesado da banda, com letras mais realistas e elaboradas. "A gente nunca gostou de fazer letra de música, ainda mais em português...", conta Juca. "Eu vejo a voz como um elemento rítmico, e o português, cheio de consoantes, torna difícil o swing dentro do rock. Mas mesmo assim, nesse disco as letras acabaram ficando legais porque cada música conta uma estória, como "Black Suzete". Em 1991, já com Maurício Cavalheiro nos vocais, é lançado pela RBS discos o "Perdidos no Deserto", que seria o último disco do Tubarão. A balada "Tudo na Vida é um Sonho" estoura nas rádios do estado e a banda fica praticamente um ano sem sair da estrada. Juca: "O título "Perdidos no Deserto" era uma alusão à falta de perspectiva musical da época. Em 1990, a tendência era de pasteurização das músicas, com baterias eletrônicas, samplers e sintetizadores em excesso. Era difícil não se contaminar com isso e, analisando agora em perspectiva, vejo que a sonoridade do disco é "over". Além disso, é o disco mais "pop" que gravamos, de encomenda prá tocar nas FMs. Mas há músicas muito legais no "Perdidos" que não foram devidamente exploradas". Em 1993 a banda encerrou suas atividades públicas. Os integrantes continuaram em contato e próximos, ocasionalmente tocando por puro prazer e até criando novas composições. Um CD de coletânea, com músicas totalmente regravadas e algumas inéditas lançado em 2007, absolutamente independente e - graças a Deus - sem compromisso com nada, a não ser o mais puro e excitante rock'n roll.
YES MAN !!!
JFenderLG 2 years ago