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Bom Dia Brasil - Alexandre Garcia fala sobre uso da língua portuguesa

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Uploaded by on May 17, 2011

Aboliu-se o mérito e agora aprova-se a frase errada para não constranger
Alexandre Garcia comenta o livro de português, abonado pelo MEC, que defende que não há o errado na língua portuguesa, mas o inadequado.


Na semana passada, foi distribuído para quase meio milhão de alunos um livro de português que defende um novo conceito sobre o uso da língua portuguesa. Não teria mais certo ou errado, e sim adequado ou inadequado, dependendo da situação. O Ministério da Educação esclareceu que a norma culta da língua portuguesa será sempre a exigida nas provas e avaliações.
Quando eu estava no primeiro ano do grupo escolar e falávamos errado, a professora nos corrigia, porque estava nos preparando para vencer na vida. É notório que o conhecimento liberta, forma eleitores e contribuintes conscientes, gente que cresce e faz o país crescer.
É notório que o conhecimento vem pela educação na escola, em casa e na vida. E é óbvio que a raiz de tudo está na capacidade de se comunicar, na linguagem escrita que transmite e difunde o conhecimento e o pensamento. Isso é o que diferencia o homem dos outros animais.
A educação liberta e torna a vida melhor, nos livra da ignorância, que é a condenação à vida difícil. Quem for nivelado por baixo terá a vida nivelada por baixo.
Pois, ironicamente, esse livro se chama "Por uma vida melhor". Se fosse apenas uma questão linguística, tudo bem, mas faz parte do currículo de quase meio milhão de alunos. E é abonado pelo Ministério da Educação. Na moda do politicamente correto, defende-se o endosso a falar errado para evitar o preconceito linguístico.
Ainda hoje, todos viram o chefão do FMI algemado. Aqui no Brasil, ele não seria algemado porque não ofereceria risco. No Brasil, algemas constrangem os detidos. Aqui, os alunos analfabetos passam automaticamente de ano para não serem constrangidos. Aboliu-se o mérito e agora aprova a frase errada para não constranger.
A Coreia saiu arrasada da guerra através de duas ou três décadas de educação rígida. A China, que há poucos anos estava atrás do Brasil, sabe onde está indo a razão de 10% ao ano do PIB: com educação rígida, tradicional, competitiva e premiando o mérito. Aqui, estamos apontando para o sentido contrário.

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News & Politics

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Top Comments

  • Alexandre Garcia, por favor gostaria que você comentasse essa frase: "Na semana passada FORAM distribuídos pra quase meio milhão de alunos UM livro..." veja bem, foram distribuídos um livro?!!! Depois: "Renata quando eu TAVA no primeiro ano". Aliás, no ponto de vista de alguns "super gramaticos" não é "falar errado" e sim "falar incorretamente" errado é um adjetivo e incorretamente é advérbio.

  • Eu gostaria de saber quem fala Peguem-no em vez de Peguem ele!

    Até os professores de português não falam de acordo com o que estão ensinando!!!

    Mary Kato, a linguista da UNICAMP escreveu:

    ''O Brasil apresenta assim um caso extremo de ‘diglossia’ entre a fala do aluno que entra para a escola e o padrão de escrita que ele deve adquirir.''

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All Comments (178)

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  • Mas ele perece, pq ele afirma q conhecimento vem com uma "boa comunicaçao", pra fala vdd o conhecimento msm é possivel ser transmitido ate nas formas mais primarias da lingua portuguesas, nao necessitam de tanta enrrolaçao quanto vcs acham q sim, entretanto estamos falando com um jornalista, pra ele á linguagem avançada faz parte de sua vida cotidiana, ele nao ve a vida sem ela. Assim como um advogado nao ve a vida de um conhecimento sobre leis, mesmo q as basicas. Defender o que faz parte de vc

  • @guiantony

    Por um simples fato: burrice é discriminada. E não é um livro aceito pelo MEC que vai mudar isso. As pessoas devem aprender a falar a língua o mais próximo das regras, dos padrões da norma culta. Isso não magoa ninguém. Isso é apenas um dever social dos cidadãos que falam qualquer/quaisquer língua/s.

  • @guiantony

    E eu não estou muito interessado em discutir regras da língua portuguesa com você, porque você tem um problema sério de burrice. E eu não preciso de você para nada. Mas é bom lembrar que, se eu conseguir ser um empresário no Brasil, que eu tenho planos e ambições para fazê-lo, quem não tiver um conhecimento básico da língua portuguesa serão os primeiros a serem descartados das chances de trabalhar comigo.

  • @guiantony

    Aqui em Nova York, especificamente, os falantes são bem educados, porque os que não são bem educados não conseguem sobreviver aqui. Bem, conseguem ser entregadores de pizza, ou algo assim. Em Nova York geralmente as pessoas mais bonitas e mais bem educadas sobrevivem, conseguem os melhores trabalhos.

  • @guiantony

    Eu não posso sequer discutir com um burro como você, porque burros não servem para aprender linguística nem discutir regras de língua alguma, burros geralmente gostam de comer capim e carregar carga pesada! Bem, se gostam ou não, é o que geralmente fazem. Não concordar sujeito e verbo, na língua portuguesa, significa que o falante/escritor pode desconhecer tal regra de concordância. Em inglês também o mesmo problema de falta de concordância acontece, porém os falantes se educam bem.

  • @ZombiePuppy

    Ela usou palavras e frases totalmente fora das regras gramaticais da língua, de uma forma menos formal, ou até totalmente informal. Depois disso eu relaxei e consegui conversar português com ela. E, somente antes de ela sair da loja que eu a reconheci como atriz (rsrsrs).

  • @ZombiePuppy

    Sinceramente, eu nem sabia que ainda havia pessoas que falavam assim, até passar por uma experiência aqui em Nova York. A atriz Gabriela Duarte visitou a loja onde trabalho, e eu, ao reconhecer o sotaque brasileiro, conversei em português com ela. Eu estava um pouco nervoso, porque havia muitos anos que não falava português, então houve um pequeno bloqueio, eu tinha dificuldade de encontrar as palavras. E ela falou assim, bem natural, de uma forma que me ajudou a relaxar.

  • @ZombiePuppy

    As regras, não somente no português, existem em todas as línguas. E português, uma das maiores línguas do planeta, tem suas regras. O caso do tal livro do MEC, ou que foi aprovado pelo MEC, apenas diz o seguinte: "Fique à vontade, fale sua língua (de senzala), não vamos discriminá-lo". Deve ser uma tentativa de fazer pessoas menos educadas a se sentir bem, falando como quiser.

  • @guiantony

    Portugal é uma exceção, porque países mais pobres, principalmente na continente europeu, geralmente têm uma população menos educada. É porque não dá tempo para educá-los bem, pois sua população está à beira de passar fome :(

  • @LucasEllerNewYork falta de concordância ... não há não! você pode concordar em número com os dois ou somente com o mais próximo ... não estou aqui para medir minha competência linguística! até mesmo porque vc não seria apto a fazê-lo! Abra uma gramática ou até mesmo um livro de cursinho de inglês ou francês ou alguma outra língua que vc - mesmo com a cabeça tão pequena - vai encontrar ensino e amostras de variações .... acorda! e estou longe de ser perfeito! eu tb erro

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