Desde 2005, o Prof. Érico Rodrigo, sócio-proprietário e Diretor Técnico do Centro Cultural Conexão, vem desenvolvendo um trabalho de Dança de Salão com pessoas portadoras de deficiência física.
No primeiro semestre de 2006, treinou Viviane Macedo (cadeirante) e Paulo Sérgio Soares (andante, também professor de dança - CIA Jaime Arôxa) para competirem no 5º Campeonato Brasileiro de Dança Esportiva em Cadeira de Rodas, que ocorreu em Junho, na Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), São Paulo. Foram os únicos representantes do Rio de Janeiro em meio a dançarinos de vários estados brasileiros e conseguiram vencer na Categoria Estreante. Este ano ( 2007) Viviane participou do 6º Campeonato de Dança de Salão em cadeira de rodas, agora com Valdeci Clemente, na Categoria Avançada, na qual foram campeões, patrocinados pelo IBDD ( Instituto Brasileiro dos direitos da pessoa com deficiência ).
O 6º Campeonato Brasileiro de Dança Esportiva em Cadeira de Rodas foi organizado pela Confederação Brasileira de Dança em Cadeira de Rodas - CBDCR em parceria com a Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência - FUNAD/PB e foi realizado entre os dias 14 e 18 de novembro em João Pessoa-PB.
Os pares foram constituídos por um homem e uma mulher sendo um deles usuário de cadeira de rodas. Na categoria avançada tivemos os ritmos: Samba, Cha cha cha, Rumba, Paso Doble e Jive.
A harmonia com a música é fundamental: se o movimento do par não estiver em sintonia com o pulso da música, a excelência em qualquer um dos outros critérios não compensará a falha neste. O mesmo vale, em segundo lugar, para o equilíbrio e a harmonia do par entre si. Um par que não está equilibrado, tanto no tocante à pura mecânica como à harmonia espiritual entre os parceiros, que faz o par se movimentar como um ser único, não convence. O terceiro critério, a técnica de movimentação, considera o domínio das possibilidades de movimentação do corpo e das suas partes. Assim, abre as portas para o quarto critério, a expressividade. Um par que domina o molejo dos pés, a transferência correta do peso do corpo de um pé para o outro nos moldes típicos daquela dança, o manejo adequado da cadeira de rodas, tem todas as possibilidades de expressar-se de forma adequada, tanto no tocante ao que é típico da rumba, por exemplo, em comparação à valsa, como também à interpretação individual da música. No caso específico da dança em cadeira de rodas, acrescenta-se um critério importantíssimo: a equivalência do par. Os dois parceiros devem atuar equivalentemente: o parceiro andante não poderá se sobressair sobre o parceiro cadeirante, ou vice-versa. Sempre o cavalheiro deverá conduzir e a dama, seguir, independentemente de quem for o parceiro cadeirante.
Resultados:
Categoria Avançada:
Primeiro Lugar: Viviane Macedo e Valdeci Clemente - ( Rio de Janeiro)
Segundo Lugar: Anete e Cabral ( Bahia)
Terceiro lugar: Luciene e Valdemir
Categoria iniciante:
Primeiro lugar: Adelina e Alexandre ( São Paulo)
Segundo lugar: Daniele e Naldo ( Bahia)
Terceiro lugar : Luis Neto e Ines ( Paraiba)
O objetivo de todos os integrantes é que a modalidade cresça e seja reconhecida pelo Comite Paraolimpico visando as participações de nossas duplas em campeonatos no exterior.
Parabéns Galera!
luizcsp 4 years ago