Como Futuro Arquitecto, defensor do Património e residente no Lugar de Sete Fontes é com grande Satisfação que apresento o Vídeo que se segue.
As sete fontes e o Abastecimento de água à cidade de Braga ao longo dos séculos XVII e XVIII.
Não se conhece ainda qual foi a data em que a câmara de Braga começou de uma forma sistemática, a procurar águas para o abastecimento da cidade.
Nem se sabe, também até aos finais do século XVII, quais os lugares onde eram feitas essas captações.
estudos garantem que a partir da década de 1670 foram encontradas contínuas informações, em que nos revelam que as águas da cidade eram conduzidas a partir de pinhais, campos, situados nas zonas de Sete Fontes, Passos, Areal, e Montariol.
São de tal forma constantes as referências à água que quase se pode dizer que esta foi a actividade mais permanente que a Câmara teve ao longo dos Séculos. Apesar dos altos e baixos sente-se que há um interesse ininterrupto, uma procura activa de água para saciar a sede de uma cidade que até nem era nada Falha de águas.
As Sete Fontes, com as suas imensas condutas revestidas de pedra onde chegam a poder passar duas pessoas em simultâneo, com as suas condutas subterrâneas, algumas em profundidade e as outras quase á superfície, com as minas e poços, com seis "casas" - outrora em numero sete - em que se juntam tratam e decantam as águas, as Sete Fontes, são o mais importante monumento à perenidade da acção das sucessivas vereações que a Câmara teve durante os últimos quatro séculos. Foram muitos os trabalhos em que os Presidentes da Câmara se empenharam em resolver para o bom progresso da cidade; mas em nenhum se sente um cuidado tão grande quanto o que devotaram ao problema da água.
Durante centenas de anos as Sete fontes forma o Principal ponto abastecedor da cidade. foi só no ano de 1929 que começou a funcionar o sistema central de captação de águas do Rio Cávado, na Ponte do Bico.
Naturalmente que hoje o caudal da água é manifestamente insuficiente para os consumos domésticos e industriais da cidade. Mas, sabendo-se que a água se tornará a muito curto prazo o Bem mais importante da Humanidade, bem mais necessário e valioso que o Petróleo! há que pensar seriamente em defender aquela manancial, "muitas vezes ignorado pelas entidades competentes", estimado no ano de 1934 pelo Ministério das Obras Públicas em cerca de 5000.000 Litros por dia.
Há que aprender a respeitar e preservar este importantíssimo conjunto do engenho e arte dos nossos antepassados.
As Sete Fontes não são apenas a parte visível, as Lindas Caixas de água com as Armas do Arcebispo D. José de Bragança e a data de 1744, 1752, datas e armas que não são de todo correctas por estima-se que pelo menos já há três quartos de século que ali se procurava água.
As Sete Fontes são também aquele labirinto infindo de minas e condutas que por ali andam escondidas sob vegetação, campos de cultura e alguns pinheiros.
Retirar uma pedra a uma das caixas de água, cortar um veio, obstruir um canal, ou permitir a construção ao seu lado ou á sua volta, é destruir uma parte importantíssima de um todo excepcional e com raros paralelos por esse país fora com é o das Sete Fontes.
Actualmente com a construção do novo Hospital de Braga, este ameaça com a colocação das acessibilidades a destruição de parte deste complexo, verifica-se que pouco ou nada se tem feito para evitar esta situação.
Importa agora dar a conhecer, e sobretudo divulgar a Salvaguardar deste complexo monumental.
a ASPA, associação para o Estudo, Divulgação e Defesa do Património Cultural e Natural enviou em 27 de Março de 1995 um memorando em que pedia a classificação de todo este conjunto das Sete Fontes como Imóvel de interesse publico. Passados seis anos esse apelo teve finalmente seguimento pois por despacho do Vice Presidente do Instituto Português do Património Cultural, datado de 28 de Fevereiro de 2001, foi determinada a redefinição da área a classificar, sendo os editais públicos promulgados no dia 10 de Abril de 2001; este edital foi publicado num jornal da cidade do dia 19 de Abril.
Infelizmente a redefinição da área a classificar não abrange mais do que os 50 metros usuais. Perde-se, assim a Possibilidade de se aproveitar o riquíssimo manancial das águas, o Bem mais precioso do Século XXI, pois irão ser cortadas muitas das linhas dos veios e dos ramais das condutas subterrâneas.
A Junta de freguesia de São Victor e a Aspa têm realizado visitas guiadas ao local dando a conhecer este património.
Para Mais informações, ou marcações de visitas ao local, contactar a Junta de freguesia de São Victor, ou na AGERE a Dra Marta Vieira tel: 253 205 000.
Os Textos Transcritos Tiveram como Base o Livro A FREGUESIA DE SÃO VICTOR (BRAGA)
de Eduardo Pires de Oliveira
publicado em 25/11/2001
essa do futuro arquitecto e engraçada..
JackFeet 1 year ago
ai sim?
nelsonafonso1 1 year ago