Chico Buarque é um dos maiores nomes da música brasileira em todos os tempos. Essa é apenas uma observação interessante comparando uma canção do Chico com uma composição de Claude Debussy.
Para ser plágio a música deveria ser uma cópia exata. Mas só devem ter umas 4 ou 5 notas iguais. A sonoridade é parecida, a oscilação das notas também. Mesmo que o Chico conheça a música e que tenha pensado nela ao compor A Ostra e o vento, ele no máximo se inspirou na anterior.
O fato do Chico alterar o tom não o exime da citação, até porque em Debussy a harmonia original dessa peça é mais complexa, para orquestra. E em relação ao fraseado não estar inteiro, como na peça original, também não impede que seja um "feliz plágio" (esse conceito é relativamente novo, se lembrarmos que Vivaldi, Bach, Brahms, citavam melodias de compositores e peças que admiravam), pois o que Chico Buarque fez foi adaptar o tema langoroso do fauno à prosódia da nossa língua. E ficou lindo!
A música é, sim, inspirada em Prélude à l'Aprés-Midi d'Un Faune, de Debussy. Como em Tom Jobim (outro expoente da mpb pura, de vanguarda), há nítidas influências de Debussy (o início de Rêverie e Estrada do Sol, por exemplo), o que para esses músicos é um sinal do cosmopolitismo e universalidade das harmonias abertas do Simbolismo, assim como na grande influência na poesia.
Gente, é um fragmento apenas. A escala cromática descendente do Chico nem é igual a de Debussy. Em Après Midi, ela é mais extensa. Em A Ostra e o Vento, inclusive, o mesmo protomotivo é repetido meio tom acima, o que não ocorre na obra de Debussy.
Para ser plágio a música deveria ser uma cópia exata. Mas só devem ter umas 4 ou 5 notas iguais. A sonoridade é parecida, a oscilação das notas também. Mesmo que o Chico conheça a música e que tenha pensado nela ao compor A Ostra e o vento, ele no máximo se inspirou na anterior.
Lemurius 1 month ago
O fato do Chico alterar o tom não o exime da citação, até porque em Debussy a harmonia original dessa peça é mais complexa, para orquestra. E em relação ao fraseado não estar inteiro, como na peça original, também não impede que seja um "feliz plágio" (esse conceito é relativamente novo, se lembrarmos que Vivaldi, Bach, Brahms, citavam melodias de compositores e peças que admiravam), pois o que Chico Buarque fez foi adaptar o tema langoroso do fauno à prosódia da nossa língua. E ficou lindo!
Tchaca77 1 month ago
A música é, sim, inspirada em Prélude à l'Aprés-Midi d'Un Faune, de Debussy. Como em Tom Jobim (outro expoente da mpb pura, de vanguarda), há nítidas influências de Debussy (o início de Rêverie e Estrada do Sol, por exemplo), o que para esses músicos é um sinal do cosmopolitismo e universalidade das harmonias abertas do Simbolismo, assim como na grande influência na poesia.
Tchaca77 1 month ago
Gente, é um fragmento apenas. A escala cromática descendente do Chico nem é igual a de Debussy. Em Après Midi, ela é mais extensa. Em A Ostra e o Vento, inclusive, o mesmo protomotivo é repetido meio tom acima, o que não ocorre na obra de Debussy.
flutemusing 2 months ago
Lindíssimo
MrKatullo 5 months ago
Nem plágio, nem coincidência... O Chico faz citações diretas a vários autores clássicos em suas músicas, entre eles Beethoven e Debussy.
luccamrett 10 months ago